terça-feira, 26 de julho de 2011

Aristóteles

Aristóteles

Biografia de Aristóteles

Filósofo grego Aristóteles nasceu em 384 a.C., na cidade antiga de Estagira, e morreu em 322 a.C. Aristóteles foi viver em Atenas aos 17 anos, onde conheceu Platão, tornando seu discípulo. Foi mestre de Alexandre Magno, o Grande, da Macedônia. Seus pensamentos filosóficos e idéias sobre a humanidade têm influências significativas na educação e no pensamento ocidental contemporâneo. Aristóteles é considerado o criador do pensamento lógico. Suas obras influenciaram também na teologia medieval da cristandade.

Sua escola e as Obras:

Aristóteles criou a Escola Liceu, também Peripatética, ou Peripatos. O ensino do Liceu se estendia para o estudo da Biologia e Ciências Naturais.
Aristóteles escreveu várias obras, sendo: 120 obras, onde sobreviveram 40, destacando 07 – Metafísica, Ética a Nicômaco, Órganon, Física, Poética, Retórica e Política.

A criação da lógica:

O primeiro grande mérito que singulariza Aristóteles é que, quase sem precursores, quase completamente por sua aturada reflexão criou uma ciência nova – a lógica, que significa, simplesmente, a arte e o método de pensar com acerto; sendo o método de todas as ciências, disciplinas e artes.
O pequeno tratado de Aristóteles sobre Definições mostra quanto sua lógica se abeberou nesta fonte. “Se quiserdes discutir comigo – disse Voltaire – defini primeiro vossos termos. Para definir um objeto ou um termo ele considera duas questões, dá-se o exemplo do homem: 1º - incluir o objeto em questão em uma classe ou grupo com características semelhantes, o homem é, antes de tudo, um animal;  2º - indica qual a diferença do objeto dos outros membros, o homem é um animal racional;

A organização da Ciência:
Aristóteles naturalista: A astronomia de Aristóteles apresenta pouco progresso em relação a seus antecessores. Ele repele a opinião de Pitágoras, de ser o sol o centro de nosso sistema, prefere dar honra à terra. A Criação da Biologia: Aristóteles torna-se convicto de que a infinita variedade de seres vivos pode ser alinhada em uma série contínua da qual cada elo seria quase indiferençável dos contíguos.

A Metafísica e a natureza de Deus:

O objeto de investigação da Metafísica não é qualquer ser, mas do ser enquanto ser. Examina o que pode ser afirmado sobre qualquer coisa que existe por causa de sua existência e não por causa de alguma qualidade especial que se tenha. Também aborda os diferentes tipos de causas, forma e matéria, a existência dos objetos matemáticos e Deus.
Aristóteles definiu as quatros causas, explicada aqui em termos gerais: Causa formal – é a forma ou essência das coisas (objeto se define pela sua forma); Causa material – é a matéria de que é feita uma coisa (a matéria na qual consiste o objeto); Causa eficiente – é a origem das coisas ( aquilo ou aquele que tornou possível o objeto); Causa final – é a razão de algo existir (a finalidade do objeto)

A psicologia e a natureza da arte:

Objeto geral da psicologia aristotélica é o mundo animado, isto é, vivente, que tem por principio a alma e se distingue essencialmente do mundo inorgânico, pois, o ser vivo diversamente do ser inorgânico possui internamente o principio da sua atividade, que é precisamente a alma, forma do corpo.

A ética e a natureza da felicidade:

Aristóteles dizia acima das questões do mundo devíamos questionar as coisas. O bem supremo do ser humano é a felicidade e que dentre todas as virtudes que o ser humano buscava em si, era para alcançar a felicidade, e quando o ser humano está em conflito consigo, como na pobreza, o ser humano começa a fazer maldade pelo fato dele não atingir a felicidade. Ele idealizava um homem perfeito ao ponto de vista.

A Política:

A política aristotélica é essencialmente unida à moral, porque o fim último do estado é a virtude, isto é, a formação moral dos cidadãos e o conjunto dos meios necessários para isso. O objetivo da política é, primeiro, descobrir a maneira de viver que leva à felicidade humana, isto é, sua situação material, e, depois, a forma de governo e as instituições sociais capazes de a assegurarem.  O regime político ideal seria a TIMOCRACIA (timé = honra), também chamado de POLITIA, onde o poder seria exercido pelos cidadãos proprietários de algum patrimônio e governariam para o bem comum.
Aristóteles considerava a família o núcleo inicial da organização das cidades e a primeira instância da educação das crianças. O Estado deveria também ser o único responsável pelo ensino.

FRASES: 

O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz;
O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete;
O verdadeiro discípulo é aquele que supera o mestre.

Inspeção escolar participativa

INSPEÇÃO ESCOLAR PARTICIPATIVA

O pedagogo é concebido como um profissional em condições de atuar conscientemente na coordenação pedagógica, na administração escolar, na gestão de sistemas e na docência, em classes especiais e curso normal. Independente do campo de atuação, o pedagogo deve ter uma compreensão geral da realidade e ser sensível às necessidades do nosso tempo, para possibilitar a formação de cidadãos cada vez mais responsáveis socialmente, favorecendo o trabalho coletivo.
Cabe à Inspeção Escolar assessorar a Direção Pedagógica quanto à metodologia do ensino e prestar contínua assistência didático-pedagógica aos docentes, pois, o mundo está passando, num ritmo acelerado, por grandes transformações e os educadores devem estar à frente dessa nova realidade, com o desafio de transmitir conhecimentos, informações e valores que conduzirão o aluno para uma sociedade mais culta, justa e consciente dos seus direitos e deveres.
O Parecer 252/69 conferiu a todos os cursos de Pedagogia de formar os “especialistas em educação”, começaram a se titular de modo mais específico e sistemático, e em número bem maior, os “Inspetores Escolares”, a característica básica para a formação deste profissional diz respeito à relevância dos procedimentos sobre os objetivos e finalidades, ou seja, ao aspecto tecnicista do atual contexto educacional.
Enfatizamos o aspecto quantitativo pela constatação de que a qualidade só se poderia compreender na formação técnica do especialista, na ótica economicista da produtividade, onde a qualidade se reduz e confunde com o produto quantitativo.
Estabelece-se, pois, que os atores, numa situação social, desempenham papéis sujeitos a regras, têm deveres e obrigações e podem ser sancionados segundo sua maior ou menor eficácia ao executá-los.
Na visão funcionalista, a escola é um sistema social, exigindo, para subsistir, que os papéis estejam claramente diferenciados e designados. Os indivíduos que desempenham papéis devem ser adequadamente treinados e distribuídos entre as diferentes posições.
As relações que diretor, supervisor, orientador, inspetor, professores e alunos mantêm, estão sujeitas a normas que permitem prever a conduta dentro de certos limites. Dessa forma cada um desempenha um papel diferente em relação com o outro: são sempre complementares, sem desempenho contém um aspecto de reciprocidade, pois cada uma destas pessoas, no desempenho do seu papel, pode não adequar seu comportamento às expectativas do papel correspondente.
Repensar, refletir, redefinir e assumir a educação na realidade brasileira é a tarefa mais urgente, em busca de um saber cada vez mais critico, que possibilite condições de desenvolverem cada homens brasileiro o que ele possui de mais humano: o pensar, o sentir e o agir.

Memorial Acadêmico - Minha Vida e construção de um novo saber

INFÂNCIA

Meu nome é Renata Alves da Silva, nasci no dia 25 de abril de 1991, na cidade de Unaí. Meus pais são Maria Inês Alves da Silva e Roberto Nascimento da Silva.
Quando nasci meus pais tinham uma casa na cidade, com 3 meses de idade meus pais resolveram mudar para a fazenda Forquilha que era herança da minha avó paterna Josefina.
Foi na fazenda onde tive minhas melhores experiências, brincava, corria, pulava, nadava no córrego e ainda tinha muitos amigos.
Meus parentes sempre gostavam de ir pra lá, no final de semana a casa estava sempre cheia.
E foi a partir daí que a minha educação começou a ser formada. Minha mãe era a responsável pôr colocar as crianças para dormir, e sempre contava uma historia, com seus dragões, espadas, príncipes e princesas, fadas, castelos e claro bruxos (as) e feiticeiros (as), dormíamos embalados sempre por uma de suas belas historias.
Durante a semana sempre ficava em casa minha mãe, eu e meu irmão Douglas, ela sempre que tinha um tempo pegava um caderno fazia alguns desenhos e exercícios de vai e vem (como ela chamava) e me entregava, eu sempre fazia tudo direitinho e quando não dava conta ela pegava na minha mão e me ajudava a fazer.
Foi daí que nasceu minha paixão por estudar, eu queria ir de qualquer jeito pra escola.
Meus pais vendo minha vontade em estudar foram em uma escola que tinha na redondeza e conversaram com a professora, ela disse que eu podia estudar lá.


Professora Rita                   Ano de 1997
Escola Municipal
Escola Rural
Pré-escolar

A aula ocorria em uma pequena sala onde eram abrigados do pré-escolar a 4° série as turmas eram formadas de 02 a 05 alunos por série e era ministrado por uma única professora.
O banheiro era uma casinha que ficava atrás da escola. A quadra de esporte era um campo de futebol que tinha ao lado da escola, era nesse campo também que ocorria o nosso recreio, não tínhamos aulas de educação física, mas sempre nos reuníamos para brincar de ciranda, pigue-pegue, cantar, dançar e correr muito.
A verba que vinha para escola era pouca, por isso que os materiais didáticos eram muito escassos, não tínhamos biblioteca, videoteca.
A Tia Rita era uma pessoa muito alegre, carinhosa, bondosa e sempre tentava dar o máximo de atenção a todos os alunos.
Como ela tinha que dar conta de 05 séries, ela sempre passava para mim e minha colega Andressa, exercícios como colorir, recortes, de coordenação motora, o alfabeto e os numerais. A Tia Rita falava que o jeito correto de colorir era o de bolinha, a gente coloria o desenho fazendo círculos ate preencher todo o desenho.
Ela sempre tomava cuidado com o tipo de material que deixava com a gente, tesoura, apontador e materiais pontiagudos sempre ficava com ela.
Uma vez ela esqueceu uma tesoura na nossa mesa e como toda criança muito curiosa e levada e eu e a Andressa pegamos a tesoura e fomos brincar, nessa brincadeira a Andressa cortou meu dedo, e fugiu pro meio do mato com medo da professora brigar, enquanto eu chorava, a professora conseguiu encontra-la e conversou com ela, explicou o porque deve tomar cuidado com esses materiais e falou pra ela me pedir desculpa, depois disso a professora Rita tomou mais cuidado com seus materiais
Era minha mãe que me levava pra escola, ou era de carroça ou a cavalo, pois morávamos longe da escola. Eu adorava minha escola, meus colegas e principalmente a minha professora, o ano passou tão rápido.
Nas festas de fim de ano, quando nos já estávamos de férias, chegou a noticia de que a Tia Rita havia sofrido um acidente e não havia sobrevivido, todos nos alunos levávamos um choque e ficamos muito triste, infelizmente a escola teria que fechar e os alunos seriam transferidos para a Escola Municipal Padre José de Anchieta, no Curral Fogo.

Mudanças

Meus pais viram que para eu continuar os meus estudos ou eu teria que andar de ônibus ou teríamos que voltar para a cidade. Foi então que decidiram que era hora de voltarmos para Unaí.
Não tínhamos casa na cidade, meus pais estavam desempregados, meu tio Antônio Carlos, irmão do meu pai, que estava morando nos Estados Unidos, viu a nossa situação e nos emprestou sua casa para morarmos ate conseguirmos nos estabilizar.
Meu pai começou a procurar um emprego e minha mãe começou a trabalhar como domestica para minha avó e minha tia.
Foi então que meu pai conseguiu um emprego como recenseador no IBGE, meu pai trabalhou um mês, e adoeceu.
Mas mesmo com todos os problemas eles não deixaram de me colocar na escola. Minha tia Maria do Carmo trabalhava na escola Delvito, ela conseguiu me matricular para cursar a 1° série.
E foi então que começou mais uma batalha...

Professora Doralice                                    Ano de 1998
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
Escola Urbana
1° Série

Na nova escola era tudo diferente, ela era muito grande, tinha uma sala para cada série, banheiros, biblioteca e uma quadra enorme.
Minha professora se chamava Doralice e ela era muito brava e autoritária, mas uma ótima professora.
Quando comecei a estudar eu estava muito atrasada, quase todos os alunos já sabiam ler, e eu por ter estudado em uma escola rural ainda não dava conta, a professora me passava vários exercícios de leitura para casa.
Na sala de aula eu tinha um problema de concentração, me dispersava facilmente, e a professora sempre brigava comigo.
Ela usava o método silábico e a sala sempre estava cheia de cartazes com as letras do alfabeto, a professora Doralice já não passava tantos exercícios de colorir, ela cobrava muito dos alunos e sempre que as coisas não estavam boas ela chamava nossa atenção e nos colocava de castigo com a chamada “orelhas de burro”.
Era muito difícil ela autorizar os alunos de ir ao banheiro e beber água, por isso quase toda semana as cantineiras da escola comentavam que alguém tinha feito “xixi” na sala e como sempre ela brigava.
A professora Doralice, apesar de muito brava, era uma ótima professora e mesmo nas nossas dificuldades ela sempre estava ali para nos ajudar, mesmo que fosse à força.
A minha primeira vez em uma escola de verdade – eu pensava e com certeza foi a época mais importante para mim, essa fase foi o ponto inicial para minha alfabetização, foi onde eu aprendi a ler, escrever e principalmente conhecer a mim mesma.
No final do ano a turma organizou uma apresentação de natal, cantamos a música Noite Feliz e o Velhinho de Sandy e Junior,

Professora Elizelma                                   Ano 1999
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
2° Série

Na minha 2ª série minha professora se chamava Elizelma, ela era uma pessoa muito boa e atenciosa.
Suas aulas eram dinâmicas e divertidas. Antes de começarmos a aula ela trazia uma frase de reflexão pra turma.
Ela gostava que os cadernos fossem caprichosos e bem coloridos, tínhamos que deixar um espaço e passar um traço antes de passar para a próxima questão.
Uma vez por semana ela levava a turma para a biblioteca, cada um pegava um livro e ia ler.
Uma vez a escola resolveu fazer uma apresentação, que incentivava a leitura. A supervisora da escola Fatinha Brito se vestiu de vovozinha, as bibliotecárias chamaram a nossa turma para poder conhecê-la, chegando lá elas colocaram a gente sentado em volta da vovozinha e ela começou a contar historias.
Foi uma das melhores aulas que tivemos, sempre que a supervisora ia à nossa sala ela e a professora começavam a contar historias pra gente, era super bacana.
Nessa época a diretora da escola era a Leninha e ela sempre fazia as comemorações da escola de forma divertida, todos os pais adoravam ir, a portaria era livre e nos dias das mães sempre havia sorteio de vários brindes, nos dias dos pais ela organizava um jantar com torneio de truco, ficávamos ate tarde...
A professora Elizelma procurava incentivar a turma para participar das apresentações da escola, o desfile de 7 de setembro, apresentações pro dia das mães, desfile da primavera, as festas juninas, etc.

Professora Ângela                                      Ano 2000
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
3° Série

Minha professora da 3ª série se chamava Ângela ela era brava. A sala sempre ficava em silêncio quando ela estava.
Ela não permitia conversa paralela e sempre que aqueles bilhetinhos começavam a circular pela sala, ela pegava e lia pra toda turma ouvir.
A professora Ângela exigia muito dos alunos, sempre passava para casa exercícios de tabuada, a gente escrevia a tabuada de 2 dez vezes, antigamente isso era considerado castigo, mas ela usava isso como método de ensino, pois ajudava a fixar aquilo que a gente via.
Os exercícios de português eram de interpretação de texto, sempre com perguntas difíceis.
Quando a turma ficava quietinha durante a semana, na sexta-feira ela passava um filme ou deixava a gente brincar.

Professora Irene                                      Ano 2001
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
4° Série

Todo mundo tinha medo da professora Irene, ela era brava e parecia sempre estar nervosa, mas as aparências enganam, ela era muito alegre, claro nos momentos certos.
Ela gostava muito de escutar música, por isso todo dia faltando 30 minutos pra acabar a aula ela chamava duas colegas minhas a Bárbara e a Lorena (que achavam que cantavam super bem) para cantar pra turma, eram os 30 minutos mais longos, quem não quisesse escutá-las podia retirar da sala, mas depois os pais eram obrigados a acompanhar os filhos.
A professora Irene tinha Alzheimer, ela ficava com as mãos tremendo, esse era um dos motivos que todos morriam de medo dela, pensávamos que ela estava nervosa.
Nesse ano eu e meu colega Luciano fomos candidatos a rei e rainha da festa junina, ficamos em segundo lugar.
A professora Irene, gostava de olhar os nossos cadernos, era uma forma dela acompanhar o nosso desenvolvimento. Ela sabia quando os alunos precisavam de aula de reforço. Os colegas que estavam adiantados, ela pedia pra que ajudassem os outros, pois cada um, tinha um ritmo de aprendizagem diferente.

Vida Nova

O ano de 2002 foi muito bom pra minha família. Meu pai resolveu vender o trator da nossa fazenda, dessa forma ele conseguiu um dinheirinho extra, meus pais então resolveram que era hora de mexer com um negocio, foi então que eles compraram uma Papelaria.
A Papelaria era muito pequena, mas pra começar a nossa nova vida, já estava bom.
As coisas complicaram um pouco, pois tive que tomar conta da casa e do meu irmão. Eu lavava as louças, varria a casa, tirava as poeiras e comecei a aprender a cozinhar. As vezes eu levava o almoço pro meu pai e dessa forma acaba ajudando na Papelaria também.
A Papelaria ficava perto de casa e sempre que eu me sentia sozinha ia pra lá ficar com os meus pais.

Professores:                                              Ano 2002
Marta – Português
Zeuman – Matemática
Luiz Gonzaga – História
Benedita – Geografia
Vanusa – Ciências
Meire – Inglês
Maria Rosa – Educação Religiosa
Vanessa Queiroz – Educação Física
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
5° Série

Na 5ª série era tudo novidade estava estudando no turno matutino e tinha 8 professores.
Minha professora de Português se chamava Marta e antes de começar a passar sua matéria ela colocava uma frase, ela dizia que era pra gente começar o dia com uma nova reflexão e lição sobre a vida.
Zeuman era o meu professor de Matemática, eu gostava muito dele, alem de ser professor era um grande amigo, sempre que precisávamos, ele estava pronto para nos ajudar.
O professor Zeuman gostava muito de “macetes”, toda explicação que ele dava tinha um macete diferente, ele achava que facilitava pra gente, mas era ai que ficávamos mais perdidos.
A minha turma adorava deixar o professor Luiz com raiva, pois ele é bem branco e sempre que ele ia brigar com a turma ele ficava vermelho de raiva.
O Luiz dava aula de História, ele é muito inteligente, mas não conseguia domar a turma e passar a sua matéria de forma eficiente, nós não conseguíamos entender nada.
A professora Benedita era ótima, gostava muito dela, ela dava aula de Geografia e foi ela que fez com que me apaixona-se pela Geografia, ela falava de uma forma simples e fácil de entender.
Já com a professora Vanusa foi totalmente o contrario, ela dava aula de Ciências, eu não conseguia entender direito o que ela explicava e suas provas eram muito difíceis.
A professar de Inglês era a Meire, ela não sabia nem pra ela, quem diria ensinar pra alguém. Todos os alunos faziam festa na aula dela e as questões da avaliação era tirada dos exercícios feitos em sala de aula, as mesmas perguntas e respostas, os alunos faziam a prova com o caderno aberto.
Agora o recreio era na aula da professora de Educação Religiosa, Maria Rosa, ela era uma senhora mais de idade, e os alunos acabam falando coisas desnecessárias e humilhantes para ela. Ela sempre vinha com assuntos sobrenaturais, religiosos, sobre seitas, às vezes ela não falava coisa com coisa.
A professora Vanessa Queiroz dava aula de Educação Física, no começo as aulas dela eram dinâmicas e divertidas, ela passava um pouco de teoria e depois íamos para a pratica, os alunos da sala eram muito competitivos e costumavam humilhar os alunos que não conseguiam praticar os exercícios.
Foi um ano tranqüilo tinha muitos amigos, sempre fui muito disciplinada e tirava notas boas.

Professores:                                     Ano 2003
Nicinha – Português
Selma – Matemática
Rilza – História
Benedita – Geografia
Silvana – Ciências
Meire – Inglês
Maria Rosa – Educação Religiosa
Vanessa Queiroz – Educação Física
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
6° Série

Na 6ª série já havia acostumado com aquele tato de professores, as minhas professoras de Geografia, Inglês, Educação Religiosa e Educação Física, continuaram as mesmas da 5ª série.
Nesse ano a minha professora de Português se chamava Nicinha, ela era uma boa professora, ela usava muito a pratica de redação e leitura de textos em sala de aula.
Selma era a minha professora de Matemática, ela era uma baixinha muito brava, mas explicava super bem. Sempre pegava no nosso pé, pra conseguíssemos acompanhar o que ela pedia.
A minha professora de história se chamava Rilza, ela sempre brigava com os alunos e sempre que acontecia uma discussão ela não dava o braço a torcer ela continuava brigando ate os alunos desistirem. Ela tinha uma audição ótima, mesmo que falássemos bem baixinho ela conseguia escutar e começava com uma nova discussão. Suas questões eram sempre pequenas, mas as respostas eram enormes, por isso a maioria dos alunos não fazia os exercícios e ela como sempre fazia de dar visto surpresa.
A minha professora de Ciências, não parecia ser professora, o nome dela era Silvana. Ela gostava de dança, música e de baderna, ela era muito jovem.
A professora Silvana, gostava que todos os alunos se divertissem mas que fossem disciplinados, as suas aulas eram interativas e alegres.

Minha melhor amiga

Na 6ª série conheci uma pessoa que até hoje é a minha melhor amiga, minha confidente e a pessoa com quem eu conto sempre que eu estou triste ou quando quero dividir minhas alegrias, o nome dela é Ariana.
Ariana veio do Pará e teve uma vida com dificuldades igual a minha.
Nessa época as coisas estavam difíceis na escola, eu nunca dava certo com ninguém pra fazer trabalho em grupo. Sempre deixavam as coisas pra que eu fizesse e pagasse, pois eu era filha de donos de papelaria.
A Ariana e uma outra colega minha, que também éramos muito amigas na época, foram as pessoas que me deram maior força.

Professores:                                            Ano 2004
Nicinha – Português
Marli – Matemática
Rilza – História
Benedita – Geografia
Mauricio - Ciências
Meire - Inglês
Maria Rosa – Educação Religiosa
Vanessa Queiroz – Educação Física
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
7° Série

Na 7ª série a professora Nicinha, resolveu que para conhecer melhor a vida de seus alunos, era necessário que criássemos um livro que contasse a história de nossa vida. Foi muito interessante, todos colocamos fotos e fatos curiosos.
Minha nova professora de Matemática se chamava Marli, ela era muito chata, mas explicava muito bem, ela sempre discutia com os alunos, por coisas desnecessárias; nas suas atividades ela deixava alguns minutos pra que todos respondessem e pudessem tirar suas dúvidas.
A professora Silvana (Ciências) resolveu deixar a turma, ela resolveu investir em outros negócios e não daria para conciliar as duas coisas.
Então ela resolveu passar as suas aulas para o professor Mauricio, ele era super bacana, tentava tirar todas as nossas duvidas, mas suas aulas davam sono nos alunos, eram aulas monotonas e cansativas, ele não conseguia prender nossa atenção.

As coisas estavam caminhando...

Nessa fase eu e meus colegas sempre combinávamos de uma vez por semana irmos pra casa de um comer brigadeiro e/ou bolo de chocolate e assistir um bom filme.
Sempre nos divertíamos, nunca estava sozinha.
Os negócios estavam indo super bem, então os meus pais resolveram montar outra Papelaria, as coisas eram uma correria, quando minha mãe não fazia janta que dava pro almoço eu tinha que chegar da escola e ir pra papelaria ou pra casa, para que eu ou minha mãe fossemos fazer o almoço. Todos os dias eu levava o almoço pro meu pai e levava meu irmão na escola.
Eu tinha minhas responsabilidades em casa, na escola, nos negócios e principalmente com minha família.
Foi uma das épocas em que eu mais diverti, na escola e na companhia dos meus amigos, colegas e família.

Despedida

O ano de 2005 foi muito triste, o pai da minha colega Ariana foi transferido novamente, ela iria morar em Cachoeira da Prata.
Nos juramos nunca perder o contato, choramos e despedimos.
Escrevíamos sempre que dava, contando as novidades e as grandes surpresas que aconteciam em nossas vidas.
Meus pais tiveram que fechar uma das papelarias, pois estávamos no prejuízo, muitas contas a pagar e contas a receber que estavam perdidas.
Meu pai viu que era hora de investir em um novo negocio e começou a procurar um emprego, foi então que ele começou a trabalhar como Agente de Endemias para a prefeitura.
Como as coisas não estavam muito bem nos negócios, meus pais resolveram vender a fazenda que era herança da minha avó, com muita tristeza, mas percebendo que não havia outra solução.
O dinheiro da venda da fazenda deu para pagar as dividas da papelaria, comprar um carro e comprar a nossa atual casa.

Professores:                                                    Ano 2005
Nicinha – Português
Romero – Matemática
M° de Fatima – História
Leonardo – Geografia
Mauricio – Ciências
Meire – Inglês
Maria Rosa – Educação Religiosa
Vanessa Queiroz – Educação Física
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
8° Série

Tinha uma professora nova o nome dela era Maria de Fátima e ela era professora de historia, ela era louquinha ela dançava, cantava, pulava, gritava de todas as formas. As aulas delas era super diferentes.
O professor Romero era muito ruim, não conseguia acompanhar a explicação dele, ele sempre estava falando da sua vida, o que acaba distraindo a turma do que era importante de verdade.
Esse ano, também conheci o professor Leonardo, professor de Geografia, ele era o terror de todas as turmas, todos tínhamos medo.
Ele gostava de debates, aulas expositivas e de seminários, ele sempre falava que estava preparando a gente para uma faculdade. Suas provas eram muito difíceis, e ninguém da turma conseguia tirar nota boa.

Enfim Ensino Médio

A Ariana voltou pra Unaí no final da 8ª série, mas a nossa alegria não durou muito.
A escola não tinha ensino médio, então resolvemos que tentaríamos estudar na mesma escola.
Foi então que a escola conseguiu que o governo aceitasse criar uma sala para o 1º Ano, mas essa sala só poderia ficar os alunos que tiravam notas boas e os alunos mais novos. Minhas amigas Mayara e Ariana tiveram que mudar de escola, pois apesar de notas boas elas eram mais velhas. Eu então fiquei sozinha.
Eu fiquei muito triste, nada pra mim não dava certo, eu não saia, ficava em casa deitada e as vezes chorando.

Professores:                                   Ano 2006
Erizam – Português
Marli – Matemática
Luiz Gonzaga – História
Leonardo – Geografia
Kênia – Biologia
Oséias – Química
Sirlei – Física
Márcia – Inglês
Vanessa Queiroz – Educação Física
Ediléia – Artes
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
1° Ano

Nesse ano apesar de um time de professores super talentosos e excelentes, eu estava muito distraída, minhas notas caíram, eu estava totalmente deslocada.
Mais graça a professora Erizam (Português), Kênia (Biologia), Leonardo (Geografia) e Oséias (Química) foi que eu comecei a melhorar o meu rendimento, eles conseguiram me mostrar que eu tinha que deixar a tristeza de lado se eu quisesse um futuro melhor pra mim.
A professora Erizam, era formidável, eu não era muito boa em Português mais graças a ela eu aprendi a gostar. Todo mês ela passava um livro pra gente ler, buscava incentivar a turma a leitura, seus trabalhos eram estilo do professor Leonardo, exigia o máximo de capricho e sempre eram grandes.
A professora Kênia, dava aula de Biologia, ela era demais, ela tinha uma facilidade enorme para passar sua matéria para turma, e mesmo com a sala super lotada, ela conseguia prender nossa atenção.
O professor de Química o Oséias, sempre trazia uma das suas magníficas, interessantes, espetaculares, piadas sem graça. Ele criava um ambiente em que perguntar não era um erro mais sim a solução.
A professora de Física se chamava Sirlei, suas aulas eram boas, sempre criativa e dinâmica. Ela e o professor de química adoravam fazer experiências cientificas com a turma, e apesar do laboratório da escola ser inadequado eles tentavam chamar a nossa atenção, para algo que poderia ter um significado mais tarde na nossa vida.
Minha professora de Inglês se chamava Márcia, ela tentava incentivar a turma a praticar a pronuncia, e apesar de ninguém saber nada ela valorizava apenas por tentar. Ela criou um festival de inglês na escola.
A professora Ediléia, alem de ser bibliotecária dava aula de Artes, ela preocupava muito com a turma, e sempre estava disposta a discutir alguém tema que achássemos relevante.

Professores:                                    Ano 2007
Erizam – Português
Milena – Matemática
Luiz Gonzaga – História
Leonardo – Geografia
Mauricio – Biologia
Oséias – Química
Sirlei – Física
Márcia – Inglês
Renata Santana – Artes
Vanessa Queiroz – Educação Física
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
2° Ano

A professora de Matemática se chamava Milena e apesar da turma odiar as aulas dela, eu me dei super bem com ela e com os seus métodos de ensino. Sempre que não conseguíamos entender o que ela explicava, ela repetia.
Minha nova professora de Artes se chamava Renata, ela não dava muito importância para a turma, ela só passava a matéria e pronto quem aprendeu bom, quem não conseguiu que se dane.

Professores:                                            Ano 2008
Erizam – Português
Alex – Matemática
Luiz Gonzaga – História
Leonardo – Geografia
Mauricio – Biologia
Cássio – Química
Sirlei – Física
Erika – Inglês
Edivânia – Artes
Carlos – Educação Física
Maria Aparecida – Sociologia e Filosofia
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
3° Ano

O meu professor de Matemática se chamava Alex, foi com ele que eu aprendi porcentagem, ele conseguia passar de um jeito claro e simples a sua matéria.
Cássio era o nosso professor de Química ele era novo, tinha uns 23 anos, mas era super inteligente e gostava do que estava fazendo, ele era uma pessoa amiga e sempre podíamos contar com ele.
Da mesma forma era a nossa professora de Inglês a Érika, sempre que queríamos uma festinha ela chamava a gente pra casa dela. Ela dizia melhor com ela do que em um lugar que alguém poderia nos machucar. Ela era muito sensível, se magoava fácil mas tinha um ótimo humor.
Nossa professora de Artes se chama Edivania, ela exigia muito da turma, pois so tinha uma aula pra passar toda sua matéria.
O professor Carlos, Educação Física, era o professor preguiçoso, ele levava a turma pra quadra pegava uma mesa uma cadeira e chamava alguns alunos pra jogar truco. Era incrível, os outros alunos ficavam sentados conversando, e no final do bimestre as notas eram excelentes.
A professora Maria Aparecida dava aula de Sociologia e Filosofia, ela era apaixonada por Sócrates e Aristóteles, gostava de música antiga e tinha muita paciência.


O meu ultimo ano na escola foi fantástico, tinha vários amigos e todo final de semana saiamos pra casa de um deles.
Minha família sempre esteve presente em minha vida acadêmica, seja indo em reuniões, comemorações ou mesmo em casa.
Com o termino dos meus estudos, cada um seguiu um rumo e um curso diferente. Um faz Ciências biológicas, outro Administração, Engenharia, Sistema de Informação, Nutrição, Enfermagem.
Pedagogia não era o que eu queria, eu sempre digo que estou fazendo porque ganhei uma bolsa de estudos, caso contrario não estaria fazendo.
Meu sonho sempre foi fazer algo maior como jornalismo, psicologia, sistema de informação e ate mesmo turismo. Mas hoje como não tenho condição estou fazendo pedagogia.
Hoje posso dizer que gosto deste curso, pretendo fazer algo na área e ai sim farei um dos cursos que eu tenho vontade.

Educação de Jovens e Adultos


EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA


1 Introdução

A educação de jovens e adultos é uma forma de ensino que tem amparo em legislação própria, este ensino é direcionado para pessoas que não tiveram acesso, por algum motivo a educação básica na idade certa. Porém, são pessoas que não tem cultura própria. Sabemos que o papel do professor é de extrema importância no processo de reingresso do aluno às turmas do EJA. Por isso, o professor da EJA deve também ser um professor especial, capaz de identificar o potencial de cada aluno. As características do professor da EJA é muito importante para o processo de aprendizagem do aluno adulto que vê o professor como espelho.
É preciso que a sociedade compreenda que alunos da EJA vivenciam problemas como preconceito, vergonha, discriminação, criticas dentre tantos outros. E que tais questões são vivenciadas tanto no cotidiano familiar como na vida em comunidade.
A EJA é uma educação possível e capaz de mudar e muito a vida de uma pessoa, permitindo-lhe escrever sua história de vida.
Sabemos que educar é muito mais que reunir uma quantidade de pessoas em uma sala de aula e passar um conhecimento pronto. É papel do educador, em especial do professor do EJA, compreender melhor o educando e sua realidade do dia a dia. É acreditar nas possibilidades do ser humano, buscando seu crescimento pessoal e profissional.
Questiona-se que a qualidade de ensino esta diretamente ligada à preparação do professor, que terá de se qualificar para atuar junto às turmas de educação de jovens e adultos tal qualificação deve ser reconhecida e valorizada uma vez que esta modalidade de ensino acolhe jovens e adultos que não tiveram oportunidade de estudar no ensino certo, e a busca do reconhecimento da importância da EJA é acima de tudo compreender que se faz acabar com o analfabetismo e não o analfabeto.

2.2 Contribuições de Paulo Freire, no processo de formação da educação de jovens e adultos.

Partindo desses ideais, de democratização e socialização, surge um defensor da Educação de Jovens e Adultos, Paulo Freire quem, nos anos 50, desafiou o mundo através de suas propostas, para Freire (1987. p.81) “Aprender a ler e escrever, alfabetizar-se é, antes de mais nada, aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto, não numa manipulação dinâmica que vincula linguagem e realidade”.
A proposta de Paulo Freire baseia-se na realidade do educando, levando-se em conta suas experiências, suas opiniões e sua história de vida. Esses dados devem ser organizados pelo educador, a fim de que as informações fornecidas por ele, o conteúdo preparado para aulas, a metodologia e o material utilizados sejam compatíveis e adequados a realidades presentes. Educador e educando devem caminhar juntos, interagindo durante todo o processo de alfabetização. É importante que o adulto alfabetizado compreenda o que esta sendo ensinado e que saiba aplicar em sua vida o conteúdo aprendido na escola.
Segundo (Freire, 2002, p.58) a relação professor-aluno deve ser:
Para ser um ato de conhecimento e processo de alfabetização de adultos demanda, entre educadores e educandos uma relação de autênticos diálogos. Aquelas em que os sujeitos do ato de conhecer (educador-educando; educando-educador) se encontram mediatizados pelo objeto a ser conhecido. Nessa perspectiva, portanto, os alfabetizandos, assumem, desde o começo mesmo da ação, o papel de sujeitos criadores. Aprender a ler e escrever já não é, pois, memorizar sílabas, palavras ou frases, mas refletir criticamente sobre o próprio processo de ler e escrever e sobre o profundo significado da linguagem.
O chamado “método” Paulo Freire tem como objetivo a alfabetização visando a libertação. Essa libertação não se dá somente no campo cognitivo, mas, deve acontecer essencialmente, nos campos sócio-cultural e político, pois o ato de conhecer não é apenas cognitivo, mas, político e se realiza no seio da cultura.
A visão ingênua de que os indivíduos têm da realidade, torna-os escravos, na medida em que, não sabendo que podem transformá-la, sujeitam-se a ela. Essa descrença na possibilidade de intervir na realidade em que vivem é alimentada pelas cartilhas e manuais escolares que colocam homens e mulheres como observadores e não como sujeitos ativos da realidade.
Diante desta visão política e inovadora, surgem no país novos programas para a educação de jovens e adultos, mas não vem respondendo o esperado pelos governantes, fugindo da política inovadora de Freire e de outros teóricos que contribuíram para a formação dos jovens e adultos sem credibilidade, tornado-se desinteressante para os que buscam recuperar o tempo escolar perdido, professores despreparados, desestimulados, sem visão dos programas e de seus objetivos, crescendo cada dia de maneira desordenada, a evasão e a repetência, por falta da consciência política e moral dos alfabetizadores, que não possuem o senso de visão que a escola é o local de progressão e evolução para a vida profissional daquele estudante trabalhador sofrido e excluído da sociedade na qual ele mesmo tenha tentado se excluir.
A educação de adultos torna-se mais que um direito: é a chave para o século XXI; é tanto conseqüência do exercício da cidadania como condição pára uma plena participação na sociedade. Além do mais, é um poderoso argumento em favor do desenvolvimento ecológico sustentável, da democracia, da justiça, da igualdade entre os sexos, do desenvolvimento socioeconômico e cientifico além de um requisito fundamental para a construção de um mundo onde a violência cede lugar ao dialogo e à cultura de paz baseada na justiça (Declaração de Hamburgo sobre a Educação de Jovens e Adultos, V CONFINTEA, UNESCO, 1997, p. 42).

2.4 A evolução do sistema educacional brasileiro e a educação de jovens e adultos: uma proposta de inovação educacional

O sistema de educacional brasileiro esta organizado em dois grandes níveis: a Educação Básica e o Ensino Superior. A Educação Básica é subdividida em Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. A organização da educação básica é flexível para atender aos jovens e adultos e pessoas com deficiência. A educação Profissional é opcional e complementar a Educação Básica, podendo ser cursada concomitatenmente ou posteriormente á mesma.
O sistema de ensino brasileiro admite a participação da iniciativa privada, mas sua oferta publica e gratuita no nível fundamental é direto dos cidadãos e dever do estado.
Os direitos educativos dos brasileiros são assegurados pela Constituição Federal de 1988. O artigo 208 da Constituição tornou direito publico subjetivo do cidadão e obrigação do Estado oferecer educação fundamental independente da idade. Para atender a este e outros objetivos, a Constituição ainda apresenta o Artigo 211 distribui responsabilidades e estabelece o regime de colaboração entre as três esferas de governo, o Artigo 212 vinculou recursos fiscais, e o Artigo 214 previu a elaboração de Planos Nacionais de Educação de duração plurianual.
Por via de regra, a organização do sistema de ensino foi detalhada na Lei 9394 de Diretrizes e Bases da Educação (1996), e as metas plurianuais fixadas na Lei 10.172 do Plano Nacional de Educação.
A organização nacional determina que a oferta gratuita do ensino público seja compartilhada entre as três esferas do governo atribuindo aos municípios à responsabilidade, pela Educação Infantil, e pelo Ensino Fundamental e Médio. O governo Federal tem a responsabilidade pelo Ensino Superior e por algumas escolas técnicas de nível médio, participa muito pouco do Ensino Básico. Tem, no entanto uma importante função redistributiva dos recursos e exerce um papel fundamental na orientação, coordenação e aplicação das políticas educacionais dos outros níveis de governo. Assegurando o ideário de um ensino de qualidade a todos os seus cidadãos.
Tratando da Educação de Jovens e Adultos, os direitos educativos destes, estão assegurados no capitulo III, Seção I – da Educação da Constituição Federal, Artigo 208, inciso I que garante a provisão pública de “ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, para todos que a ele não tiveram acesso na idade própria”.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) contempla a escolarização básica desse grupo social na seção V do capitulo II, da Educação Básica, que determina aos sistemas de ensino a garantia de cursos e exames que proporcionem oportunidades educacionais, apropriadas aos interesses condições de vida e trabalho dos jovens e do adulto. Estipula ainda que o acesso e permanência dos trabalhadores na escola seja viabilizadas e estimuladas por ações integradas dos poderes públicos.
Sobre o tema, a Lei 10.172/2001 do Plano Nacional de Educação (PNE) definiu 26 metas anual para o decênio 2001-2011, entre elas: alfabetizar em cinco anos dois terços da população analfabeta, de forma a erradicar o analfabetismo em uma década, assegurar, em cinco anos, a oferta do primeiro segmento do Ensino Fundamental para 50% da população com mais de 15 anos que não tenha atingido este nível de escolaridade, atender no segundo segmento do ensino fundamental toda a população com mais de 15 anos que tenha concluído a etapa precedente; dobrar em cinco anos, e quadriplicar em dez anos o atendimento de Jovens e Adultos do Ensino Médio.
A educação escolar de jovens e adultos no Brasil compreende ações de alfabetização, cursos e exames supletivos na etapa de ensino fundamental e médio bem como processos de educação à distância. Embora a Constituição assegure o ensino fundamental público e gratuito em qualquer idade, a oferta de serviços de escolarização de jovens e adultos é reduzida, situando em patamares muito inferiores à demanda potencial.
Em se tratando ainda sobre uma questão de ensino continuado, temos, então, uma situação muito melindrosa no que tange o funcionamento do sistema educacional referente à continuidade das ações governamentais com o intuito de assegurar a consolidação de programas que venham erradicar os problemas relacionados à alfabetização no Brasil, hoje, com O Programa Brasil Alfabetizado, que foi criado para ter duração de quatro anos – enquanto durar a gestão do governo Lula. Contudo, se este apresentar bons resultados, nada impede que o próximo presidente dê continuidade a este programa. Programas com bons resultados, deveriam ser adotados pelos governos seguintes, evitando assim, perdas de dinheiro e na criação de novos programas, como vem acontecendo ao longo dos anos: mudam o presidente, mudam os programas. O que deve ocorrer é a soma de um programa que já está dando certo com outro que venham aumentar os índices de eficiência, promovendo o desenvolvimento social.
A Educação de Jovens e Adultos deve ser tratada juntamente com outras políticas publicas e não isoladamente.
Mesmo reconhecendo a disposição do governo em estabelecer uma política ampla para EJA, especialistas apontam a desarticulação entre as ações de alfabetização e a questão de formação do educador. Prioridade concedida ao programa recolocar a colocação de jovens e adultos no debate da agenda das políticas publicas, reafirmando, portanto, o direito constitucional ao ensino fundamental, independente da idade. Todavia o direito a educação não se reduz à alfabetização. A experiência acumulada pela historia da EJA nos permite reafirmar que intervenções breves e pontuais não garantem um domínio suficiente da leitura e escrita. Alem da necessária continuidade do ensino básico, é preciso articular a política de EJA a outras políticas. Afinal o mito de que a alfabetização por si só promove o desenvolvimento social e pessoal há muito foi desfeito. Isolado o processo de alfabetização não gera emprego, renda e saúde. (VIERA, 2004, p. 85-86)
Portanto, ao passo que a sociedade de desenvolve, aparece a necessidade de escolarização e isso é importante que aconteça, pois a educação de adultos favorece a educação das crianças e dos adolescentes porque quanto mais os pais estudam mais consciente ficam da importância da educação e mais contribuirão para que seu filho permanecem na escola. O que vai gerar um processo de desenvolvimento intelectual no país já que todos caminham na mesma direção, no sentido da busca pelo crescimento pessoal e profissional, e, consequentemente em prol do desenvolvimento do país.
Apesar de não haver continuidade nos programas ao longo dos tempos, a Educação de Jovens e Adultos está sempre sendo buscada, com o objetivo de realmente permitir o acesso de todos à educação, independentemente da idade. Desta forma, fica claro o caminho que a EJA percorreu em nosso país até chegar aos dias de hoje. Muito já foi feito, mas ainda há o que fazer. Não se pode acomodar com os avanços já conseguidos, é necessário vislumbrar novos horizontes na busca total da erradicação do analfabetismo em nosso país, pois, a educação é direito de todos.

3 CONCLUSÃO

O trabalho apresentado, oferece informações relacionadas à Educação de Jovens e Adultos, informações estas que vão possibilitar o conhecimento a esse respeito. Podemos, então relacionar alguns aspectos sobre a EJA apresentados neste estudo, como, a necessidade de implantação de sistemas de ensino que favoreçam o ensino a indivíduos que não tiveram acesso ou permanência no sistema formal de ensino a escola, apresentando a realidade deste segmento no sistema educacional brasileiro, destaca ainda, a importância da formação do professor e suas praticas de ensino na EJA, e como estas influenciam na qualidade do ensino neste segmento.
Ao longo dos anos a tecnologia e a economia tem feito com que as pessoas sintam a necessidade de retomar a sala de aula para aprimorar seus conhecimentos ou conseguir um diploma atestando uma escolarização mais elevada.
Percebemos também que a EJA é indiscutivelmente uma educação possível, ou melhor, imprescindível. E que o fato do atraso para o ingresso na educação formal não é motivo para o não ingresso mesmo que tardiamente, uma vez que a educação é um processo continuado a atemporal.
É importante lembrar que todos podem e devem contribuir para o desenvolvimento da EJA: os governantes devem implantar políticas integradas para EJA, as escolas devem colaborar com projetos adequados para seus próprios alunos e não seguir modelos prontos, os professores devem estar sempre atualizando seus conhecimentos. À sociedade cabe contribuir com a EJA não discriminando esta modalidade de ensino e seus alunos, e por fim, as pessoas em geral que conhecerem um adulto analfabeto deve falar da importância da educação e incentivá-los a procurar uma escola da EJA.

Referências Bibliográficas

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Di Pierro, M. C. & Haddad, S. (2000). Escolarização de jovens e adultos. Revista Brasileira de Educação, 14, 108-130.
Naiff, D. G. M., Sá, C. P. & Naiff, L. A. M. (no prelo). A memória social do Estado Novo em duas gerações no Rio de Janeiro. Psicologia: Ciência e Profissão.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2006). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios/PNAD, 2005. Rio de Janeiro: IBGE Editora.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 32 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS. Educação de jovens e adultos: Conceituações. Disponível em: evasãonaeja.blogspot.com/2008/09/blog-post.html
LDB, Lei de Diretrizes e Bases da Educação – 1997, p. 2.
Declaração de Hamburgo sobre Educação de Jovens e Adultos, V CONFITEA, 1997, p. 42.
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MEC. INEP. Diretoria de avaliação para certificação de competências de jovens e adultos. Brasília, 2000, 59 p.
MORETTO, Vasco p. Construtivismo, a produção do conhecimento em aula. 3ª Ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
OLIVEIRA, Inês Barbosa; PAIVA Jane (orgs.), Educação de Jovens e Adultos, Rio de Janeiro, DP&A, 2004.
VIEIRA, Maria Clarisse. Fundamentos históricos, políticos e sociais da educação de jovens e adultos – Volume I: Aspectos históricos da educação de jovens e adultos no Brasil. Universidade de Brasília, Brasília, 2004.

Literatura Infantil e Infanto-Juvenil - A importância da literatura para o desenvolvimento da criança e do adolescente


Literatura Infantil e Infanto-Juvenil
A importância da literatura para o desenvolvimento da criança e do adolescente

1 INTRODUÇÃO

A literatura é o primeiro passo para uma educação de qualidade, por isso deve ser introduzida desde os primeiros anos de vida da criança e mais trabalhada quando inicia seu ciclo estudantil.
É a partir da literatura que a criança ira desenvolver seu lado imaginário, e começara a compreender sobre o bem e o mal.
Atualmente o mercado tem introduzido novas formas de leitura, que por muitos estudiosos não é considerada a melhor opção, mas é importante os pais e professores saberem trabalhar com esse tipo de literatura.

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 Leitura e Literatura

Ler em grego é legei que significa colher, recolher, juntar.No latim transformou-se em lego, legis, legere – juntar horizontalmente as coisas com o olhar. Os latinos também utilizavam à palavra interpretare para ler, mas com um significado mais profundo, o de ler verticalmente, sair de um plano para outro, de forma transcendente. Nesse sentido, a leitura ultrapassa o passar de olhos por algo, mas vai além do visualizar, aventurando-se no desconhecido para uma plena compreensão do sentido das coisas.
A leitura é uma das grandes conquistas da humanidade, ela é o maior elemento da civilização e se configura como um meio de aquisição do que ocorre ao redor do homem.
“[...] o ato de ler é um processo abrangente e complexo e compreensão e intelecção do mundo que envolve uma característica essencial e singular ao homem: a sua  capacidade simbólica de interagir com o outro pela manifestação da palavra. (BRANDÃO e MICHELETTI,1997, citado por BORGES 2005).”
Com base na declaração de Brandão, pode-se afirmar que ler é uma atividade ampla, em que o leitor deve também interpretar o mundo em que si vive, pois no contato de um leitor com um texto estão envolvidas questões culturais, políticas, históricas e sociais presentes nas várias formas de tradição.
Conforme Bianchini citado por Souza (2003): “quando lemos, associamos as informações lidas à grande bagagem de conhecimentos que temos armazenada em nosso cérebro e, naturalmente, somos capazes de interpretar, criar, imaginar e sonhar.”
Por isso é importante que o leitor compreenda o material lido, senão tudo ficara armazenado na memória sem uso, ate que se tenham condições e conhecimento necessário para utilizá-los.
A leitura representa para o leitor uma ponte em que se liga o mundo lingüístico com o real, permitindo que o homem revele novos propósitos de reflexão e de escolha por determinadas opções de leitura.
Segundo Cunha,1994,citado por Borges,2005 “[..] a leitura é uma forma altamente ativa de lazer. Em vez de propiciar, sobretudo, repouso e alienação, como ocorre com formas passivas de lazer, a leitura exige não só um grau maior de consciência e atenção como também uma participação efetiva do recebedor-leitor.”
O habito de ler é importante, pois alem de ser uma forma de lazer é um meio de aprendizado, pois lendo o homem se mantém atualizado sobre os assuntos a sua volta.
A sociedade, hoje tem mais acesso a palavra escrita do que antes, seja através da escola, de produtos de consumo e ate mesmo dos meios de comunicação, mas o que afeta a humanidade é a ausência desse material escrito o que acarreta o impedimento de uma sociedade leitora. Ser leitor, portanto não é questão de opção e sim de oportunidade.
“A não acessibilidade ao livro e à leitura a todas as classes sociais é uma falha no processo de socialização do indivíduo, pois a capacidade de interpretar o código escrito e de usufruir a beleza das palavras é essencial à dignidade humana em uma sociedade que privilegia a escritura e que se afasta da oralidade. A iniciação estética proporcionada pelo livro leva o indivíduo à insatisfação com o cotidiano e faz nascer nele o desejo de mudança de uma vida medíocre para uma vida plena."(CALDIN,2003)
Com o habito da leitura o individuo se encontra em um mundo mágico, cheio de surpresas e mistérios o que acaba propiciando o desejo de mudança. É a exploração da fantasia e da imaginação que estimula a criatividade e fortalece a interação entre o leitor e o texto.
A leitura é um dos meios mais importantes de chegar ao conhecimento, portanto saber ler é necessário para subjugar toda a riqueza que um texto pode transmitir, a compreensão dos detalhes de um texto é extremamente importante para que o leitor possa construir o seu próprio entendimento daquilo que leu.
“A literatura infantil não pode ser utilizada como um "pretexto" para o ensino da leitura e para o incentivo à formação do hábito de ler. Para que a obra literária seja utilizada como um objeto mediador de conhecimento, ela necessita estabelecer relações entre teoria e prática.”(BORGES,2005)
A literatura deve além de atingir e influenciar o público adulto privilegiar os textos direcionados às crianças, esses textos tem o intuito de modificar o comportamento e reforçar os valores sociais.
Bamberger (1988), citado por Souza (2003), diz que: Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo o seu desenvolvimento como ser humano.
Atualmente o livro infantil apresenta a realidade – os problemas sociais, políticos e econômicos. Desse modo, continua a transmitir emoções, a despertar curiosidade e a produzir novas experiências. Por outro lado, desempenha uma importante função social que é fazer com que a criança perceba intensamente à realidade que a cerca.
A função social da literatura é facilitar que o homem compreenda e libertar-se das regras que a sociedade lhe impõe.
Os primeiros contatos da criança com o livro despertam o desejo de concretizar o ato de ler, facilitando o processo de alfabetização. A possibilidade de que essa experiência sensorial ocorra será maior quanto mais frequente for o contato da criança com o livro.
“[...]com relação à leitura e à literatura infantil, pais e professores devem explorar a função educacional do texto literário: ficção e poesia por meio da seleção e análise de livros infantis; do desenvolvimento do lúdico e do domínio da linguagem; do trabalho com projetos de literatura infantil em sala de aula, utilizando as histórias infantis como caminho para o ensino multidisciplinar.” SOUZA(2003)
Inúmeros pesquisadores têm-se empenhado em mostrar aos pais e professores a importância de se incluir o livro no dia-a-dia da criança. A construção de um adulto leitor ocorre ainda na infância, através do contato com as histórias contadas pelos adultos, pelo contato com os livros, com variedade e qualidade de temas expressando respeito à criança e a sua inteligência.

2.2 Origens da literatura

“Estudiosos de todos os pontos da terra têm tentado descobrir os misteriosos caminhos seguidos pela literatura que, vindas da origem dos tempos, chegou até nós.” (COELHO, 1981)
Segundo Abramovich (2001, pg. 120): “a literatura atravessa todas as geografias, mostrando toda a força e a perenidade do folclore dos povos, a Cinderela por exemplo, no século IX d.C. já era contada na China, assim ocorre com tantas outras, essas histórias vem perpetuando há milênios”.
Já Albino, afirma que:
Tendo surgido como reflexo de algumas transformações sociais, a literatura infantil, desde sua origem, instiga uma reflexão que procura definir seu estatuto no contexto das artes em geral. Tal preocupação deve-se à especificidade do gênero que, destoando de outras formas de manifestação artística, já nasce com uma destinação precisa, definida pelo adjetivo que o caracteriza.
Associada a acontecimentos de fundo econômico e social, a origem da literatura para crianças ocorre no século XVIII, período em que a Revolução Industrial é deflagrada. Em substituição aos grandes senhores feudais, a burguesia se afirma como classe social urbana, incentivando a consolidação de instituições que a ajudem a atingir as metas desejadas. Entre essas instituições, destacam-se a família e a escola.
Se até o século XVII a criança era vista como um adulto em miniatura, a partir do século XVIII adquire um novo status, determinando a valorização dos laços de afetividade e não mais de parentesco e herança conforme previa o sistema medieval. Detentora de um novo papel na sociedade e vista agora como um ser frágil,desprotegido e dependente, a criança passa a ser alvo de valorização e de proteção, sendo separada da hostilidade do mundo adulto ao qual tinha antes livre acesso. Esse protecionismo redunda em isolamento, tornando necessário o surgimento de instituições que preservem o lugar do jovem na sociedade e sirvam de mediação entre a criança e o mundo. É, nesse contexto, que surge a escola.
Produto da industrialização e, portanto, sujeito às leis do mercado, o livro passa a promover e a estimular a escola, como condição de viabilizar sua própria circulação e consumo. Nesse sentido, sua criação, visando a um mercado específico cujas características precisa respeitar e motivar, adota posturas, por vezes, nitidamente pedagógicas e endossa valores burgueses a fim de assegurar sua utilidade.
Embora a literatura infantil tenha surgido no século XVIII, foi somente no século XIX que, relativizando, ainda que de maneira incipiente, o flagrante pacto com as instituições envolvidas com a educação da criança, ela define com maior segurança os tipos de livros que mais agradam aos pequenos leitores, determinando suas principais linhas de ação: histórias fantásticas, de aventuras e que retratem o cotidiano infantil. Descoberto e valorizado esse interesse, o gênero ganha consistência e um perfil definido por meio do trabalho dos autores da segunda metade do século XIX, garantindo sua continuidade e atração.
De acordo com Novaes (1981):
Na impossibilidade de tocar a verdade, o homem levantou hipóteses, a partir dos “documentos” encontrados em várias regiões do globo. Inscritas em pedras, tabuinhas de argila ou de vegetal, em papiro ou pergaminho, em rolos ou folhas presas por um dos lados, e finalmente em grossos livros manuscritos (por vezes fechados com grandes cadeados)... as palavras ditas há milênios alcançaram os homens dos nossos tempos.
A partir dessas hipóteses alguns estudiosos que decifraram parte dessa escrita primitiva, tais inscrições estariam ligadas a antigos rituais. Descobriu-se, assim, que a palavra desde sempre impôs-se aos homens como algo mágico, como um poder misterioso que tanto poderia proteger como ameaçar, construir ou destruir.
A proliferação da literatura no Ocidente europeu, durante os séculos medievais, surge uma copiosa literatura narrativa que vem de fontes distintas: uma popular e outra culta.
“Conforme estudiosos, foi entre os séculos IX e X que, em terras européias, começa a circular oralmente uma literatura popular que, séculos mais tarde, iria transformar-se na literatura hoje conhecida como folclórica e também como literatura infantil”.(COELHO,1981)
A literatura infantil brasileira nasce apenas no final do século XIX. Mesmo nesse momento, a circulação de livros infantis no país é precária e irregular, representada principalmente por edições portuguesas que só aos poucos passam a coexistir com as tentativas pioneiras e esporádicas de traduções nacionais.
Esse processo, porém não é gratuito: no final do século XIX, vários elementos convergem para formar a imagem do Brasil como um país em processo de modernização,entre os quais se destacam a extinção do trabalho escravo, o crescimento e a diversificação da população urbana e a incorporação progressiva de levas de imigrantes à paisagem da cidade. Visto que essas massas urbanas começam a configurar a existência de um virtual público consumidor de produtos culturais, o saber obtido por meio da leitura passa a deter grande importância no emergente modelo social que se impõe, fazendo com que a escola exerça um papel fundamental para a transformação de uma sociedade rural em urbana. (ALBINO)
Como elementos auxiliares nesse processo, os livros infantis e escolares são dois gêneros que saem fortalecidos das várias campanhas de alfabetização deflagradas e lideradas, nessa época, por intelectuais, políticos e educadores, abrindo espaço, nas letras brasileiras, para um tipo de produção didática e literária dirigida especificamente ao público infantil.
Aberto esse campo, começa a despontar a preocupação generalizada com a carência de material de leitura adequado às crianças do país as quais contavam apenas com adaptações e traduções dos clássicos infantis europeus que, muitas vezes, circulavam em edições portuguesas cujo código lingüístico se distanciava bastante da língua materna dos leitores brasileiros. Em função da necessidade do abrasileiramento dos textos, aumentando sua penetração junto às crianças, o início da literatura infantil brasileira fica marcado pelo transplante de temas e textos europeus adaptados à linguagem brasileira.
Transformando o movimento de nacionalização em nacionalismo, a literatura lança mão, para a arregimentação de seu público, do culto cívico e do patriotismo como pretexto legitimador, conceitos que se manifestam por meio da exaltação da natureza, da grandeza nacional, dos vultos e episódios históricos e do culto à língua pátria. 
Nesse sentido, se por um lado à preocupação com o destinatário infantil motivou a adaptação que fez esses textos afastarem-se dos padrões europeus; por outro, o compromisso escolar e ideologicamente conservador atribuiu a essa literatura a função de modelo. (ALBINO)

2.3 Literatura e inclusão

O ato de contar histórias é muito apreciado pelas crianças. Acredita-se que com as fábulas é possível trabalhar os valores humanos com os alunos, conduzir as crianças não só à aprendizagem, mas permitir que o aluno compreenda os aspectos positivos e negativos que elas podem conter.( Cristofolini e Silva, S/D)

Segundo Martins (2002) citado por Souza e Amarilha, “o processo de inclusão (ou integração total) implica na adaptação da instituição escolar para atender às necessidades especiais dos alunos. Então, é função da escola: conciliar o ensino com esse trabalho de inclusão, sem precisar, necessariamente, prescindir de ações pedagógicas importantes, como é o caso das práticas leitoras.”
Frente a essa necessidade, emergem muitas responsabilidades para os educadores que se propõem a incluir alunos especiais a ações significativas de ensino-aprendizagem, sem negligenciar sua formação leitora. Assim, o profissional da educação pode perceber o ensino de leitura e Literatura como prática necessária aos alunos que possuem necessidades educacionais especiais. (Souza e Amarilha)
“Como se sabe, a Literatura Infantil vem se consolidando, ao longo dos anos, ‘num dos mais eficazes instrumentos de formação da criança’” (COELHO, 1991, p.320, citado por Souza e Amarilha)
Nota-se então que a Literatura é um dos mais eficazes meios de se trabalhar com alunos que possuem necessidades especiais.
Dentro de uma perspectiva psicanalítica, Brunno Bettelheim (2004), coloca-se a favor do texto literário, principalmente dos contos de fadas para o desenvolvimento psíquico e compreensão dos conflitos na infância. Segundo o autor, os elementos presentes nos contos de fadas sugerem “imagens à criança com as quais ela pode estruturar seus devaneios e com eles dar melhor direção à sua vida” (BETTELHEIM, 2004, p.16). De modo específico, a Literatura atende a uma necessidade dos alunos especiais ao contribuir com a formação de sua identidade.
Dessa forma, a Literatura Infantil, mais precisamente o conto de fadas, ao tratar com profundidade de problemas da vida, torna-se veículo privilegiado para tratar de articulações entre Literatura e Educação Inclusiva, pois traz a discussão dos conflitos humanos de maneira única e expressiva. Essa peculiaridade atribui à Literatura Infantil elementos que despontam a possibilidade de pensar a diferença, sob diversos aspectos. (Souza e Amarilha)
De acordo com Souza e Amarilha,: Assim como a literatura aborda o diferente, também desperta o diferente: o que revela que o contato precoce com situações dramáticas materializadas na leitura de Literatura é um importante caminho para a compreensão das diferenças e desigualdades sociais. A esse respeito Amaral (1994, p.62) reconhece que
O apontar e o refletir sobre os preconceitos, os estereótipos, o estigma, as superações, os conflitos – propiciados por uma leitura crítica, reflexiva, dos textos onde a idéia da diferença está presente – é caminho sólido e duradouro.
Segundo Souza e Amarilha: Outros estudiosos têm privilegiado a leitura de Literatura Infantil, no trabalho com crianças que possuem necessidades especiais. Pereira (2000) ressalta a importância de sessões de leitura crítica para o desenvolvimento psicossocial de alunos cegos. Suas pesquisas apontam a leitura de Literatura como um instrumento útil, que oferece aos indivíduos com necessidades especiais a possibilidade de formação intelectual, necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades. .
De acordo Abramovich, 2001:
Ouvir histórias é uma grande possibilidade de descobrir o mundo imenso dos conflitos, dos impasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos – dum jeito ou de outro – através dos problemas que vão sendo defrontados, enfrentados (ou não) resolvidos (ou não) pelas personagens de cada história (cada um a seu modo) é a cada vez ir se identificando com outra personagem (cada qual no momento que corresponde àquele que está sendo vivido pela criança) [...]
Dessa forma ZARDO; FREITAS, 2004, citado por Souza e Amarilha, afirma que
A literatura infantil pode ser o cerne da construção de uma educação inclusiva, pois operando a partir de sugestões fornecidas pela fantasia e imaginação, socializa formas que permitem a compreensão dos problemas e demonstra-se como ponto de partida para o conhecimento real e a adoção de uma atitude que valorize as diferenças e as particularidades.

2.4 Conto de Fadas: realidade ou fantasia

Segundo Domingues e Niederaue (2005),
Desde suas origens, a literatura infantil, que antes pertencia à esfera da literatura popular, utiliza-se de um elemento que prende a atenção de seus ouvintes/leitores – o maravilhoso. Através do encantamento que ele promove, a fantasia ganha espaço, provocando, na criança, a imaginação que a faz transcender a realidade, sonhar e depois regressar e transporta para sua vida exterior as experiências que adquiriu e que facilitarão seu convívio social.
De acordo com Machado (1994): existe aquele tipo de história em que o encantamento ocorre em qualquer circunstância, pois o elemento mágico está presente em toda parte. Mas há, também, um tipo de conto maravilhoso em que as transformações são privilégios de alguns seres encantados, dotados de poderes sobrenaturais. As narrativas mais significativas deste modelo são as histórias dos contos de fadas. São histórias que, como o próprio nome diz, se concentram nos poderes mágicos da fadas, dos magos ou de algum outro ser dotado de poderes sobrenaturais.
O psicólogo Bruno Bettelheim (1980) citado por Domingues e Niederaue afirma que:
A criança precisa descobrir sua identidade para compreender o mundo exterior e, para isso, os contos de fadas assumem um papel importante ao dirigirem-se a ela. Estas narrativas, através dos símbolos e encantamento, estão ligadas eternamente aos questionamentos enfrentados pelo homem ao longo do seu amadurecimento emocional e agem na mente, trabalhando os conflitos correspondentes a cada fase da vida.
De acordo com Machado (1994), referente a estrutura do conto de fadas:
Todo conto de fadas apresenta histórias de príncipes e princesas – os heróis – que vivem problemas terríveis criados por seres malévolos – as bruxas –, mas, felizmente, contam com os seres mágicos: fadas, magos, anões. Por isso os conflitos são provocados por uma intenção maldosa contra uma pessoa de bem e só se resolvem pelo encantamento. O herói sofre a perseguição do mal – bruxa –, o que faz aumentar o conflito até o final, quando a virtude triunfa e o ser malévolo é impiedosamente castigado. Assim, tudo termina com final feliz.
Segundo Domingues e Niederaue (2005), os contos de fadas abordam temas que provocam pressões internas e levam a criança, a partir de suas mensagens, a entender que os problemas e dificuldades existem, mas é preciso enfrentá-los, pois, no final, encontrará uma solução e terá sucesso. As histórias maravilhosas oferecem à criança uma organização no seu inconsciente e lhe dão uma melhor visão daquilo que elas não entenderiam sozinhas, desempenhando o papel de apoiá-las e orientá-las em suas vivências.
De acordo com Bettelheim (1980) citado por Domingues e Niederaue (2005),
Ao contrário do que acontece em muitas estórias infantis modernas, nos contos de fadas o mal é tão onipresente quanto a virtude. Em praticamente todo conto de fadas, o bem e o mal recebem corpo na forma de algumas figuras e de suas ações, já que bem e mal são onipresentes na vida e as propensões para ambos estão presentes em todo homem. É esta dualidade que coloca o problema moral e requisita a luta para resolvê-lo.

Bettelheim defende a presença do mal nas histórias infantis, pois se o mal for valorizado na mesma medida que o bem, a criança perceberá que, na vida real, é preciso estar preparada para enfrentar as dificuldades e incentivá-la a correr os riscos, suportando os obstáculos com otimismo até chegar a um final feliz.
A literatura infantil trabalha a compreensão do real e concede à criança a possibilidade de organizar as experiências adquiridas no universo fantástico do “era uma vez”. A presença de elementos mágicos e de recursos da fantasia conquista o leitor que não só acompanha, mas vivencia a história com as personagens. ( Domingues e Niederaue, 2005)
Coelho (1981) diz que o maravilhoso é o elemento mais importante da literatura infantil e que ele está ligado aos eternos dilemas que o homem encontra no seu processo de amadurecimento emocional, que parte da fase egocêntrica até a sociocêntrica, quando a criança começa a lutar para atingir sua independência.
De acordo com Domingues e Niederaue (2005):
A história infantil assume um papel social, auxiliando na formação da criança que passa a deparar-se com uma realidade, muitas vezes, cruel. O maniqueísmo (bem x mal) contido nas histórias ajuda a criança a compreender a realidade ao distinguir certos valores que regem uma sociedade. Os contos de fadas abordam, desde suas origens, valores que são perenes na vida social, e o conteúdo, nas histórias, é pontuado em “bom” e “mau”, “certo” e “errado”, enfatizando o significado dessa dicotomia que é realçada pela linguagem simbólica das narrativas.

2.5 Best sellers: literatura de mercado

De acordo com o estudo de Lair: Uma das questões mais discutidas atualmente, pelos cientistas que analisam os efeitos da literatura de massa, conhecida também como os best sellers é o que pode estar ocasionando sobre os seus leitores, se acrescenta algo positivo à sua vivência, além da satisfação da necessidade de lazer, ou se, ao contrário, a ação é uma tentativa de escapar da dura realidade do dia-a-dia, através de um mecanismo de evasão. 
Segundo o seu estudo
as críticas feitas à Literatura de Massa, é de que ela se inclui nos produtos da Cultura de Massa, recebendo, portanto as mesmas críticas a eles direcionada, no que se refere aos efeitos sobre os consumidores. São considerados instrumentos de dominação, muito eficazes, uma vez que homogeneízam os gostos, inibindo o questionamento e a criatividade, além de transmitir o discurso da classe dominante, induzindo o leitor à nele acreditar como sendo o mais correto.
Lair considera que: à
De acordo com a Revista Educar para Crescer: Crianças e adolescentes adoram livros comerciais, mas torcem o nariz para os livros indicados pela escola. A obsessão pelos best-sellers, porém, não é motivo para preocupação.
Segundo Lair:
A Literatura de Massa não está para tomar o lugar da Literatura Culta, mas sim vem preencher uma lacuna deixada por ela. A lacuna é uma grande quantidade de pessoas que consideram a Literatura Culta hermética e complexa, mas sentem prazer na leitura. O leitor de hoje teve contato precoce com os meios áudio-visuais (televisão, cinema, etc.), esse contato segundo Ligia Averbuck (1984, p. 182) produziu mudanças significativas na estrutura da literatura: “A literatura, como forma romanesca ou outra, não cessará de existir, mas, por causa do áudio-visual, a relação das pessoas com o livro, com a leitura, sofrera uma transformação completa, radical.” A Literatura de Massa veio acompanhando essa evolução dos meios de comunicação de massa. Talvez seja por isso que a maioria dos livros são transformados em filmes ou se tornem seriados de TV.
Da mesma forma que todos os produtos da cultura de massa, a Literatura de Massa sofre sérias restrições quanto a sua qualidade estética. É justamente no plano estético que está a principal diferença entre essas duas literaturas.
Segundo Caldas (2000), “No plano empírico, pode-se até abstraí-los sem qualquer prejuízo, mas quando se trata da discussão teórica da literatura, se, então, não há como prescindir deles.” É nesse momento que a Literatura Culta e a Literatura de Massa serão devidamente analisadas e suas diferenças serão constatadas.
De acordo com a Revista Educar para Crescer: “os best sellers são criticados pelos estudiosos da Literatura, livros como as séries de Harry Potter ou Crepúsculo são uma ótima porta de entrada da leitura para os jovens.”
Segundo a Revista:
Se com relação ao estímulo à leitura na infância o papel dos pais é mais relevante, na adolescência o professor tem papel fundamental para desenvolver este hábito. Principalmente quando ela é obrigatória para, por exemplo, ingressar na universidade. “A gente vira um contador de histórias ali na frente”, afirma o professor de Literatura do Curso Positivo Braz Ogleari. “Eu faço um resumo da história, do enredo. É como se fosse um trailer de cinema, que as pessoas assistem e depois querem ver o filme. Eu faço o mesmo com as obras literárias. Eu apresento as partes mais importantes para eles com suspense e dramaticidade. Também reforço a sensualidade dos personagens. Eles ficam curiosos e acabam lendo as obras pela própria vontade.”
Segundo a repórter, Cynthia Costa, da Revista Educar para Crescer: Os alunos gostam do clássico Harry Potter, pois se passa em uma escola, por isso tem o ensino e a relação entre professores e alunos como um dos focos da narração.
De acordo com ela, “uma discussão sobre o sistema de ensino pode acontecer a partir dessa experiência de leitura”.
Dessa forma ela afirma que: pais e professores podem seguir dois caminhos: incentivar jovens leitores a se interessarem também por uma literatura mais consistente e, ao mesmo tempo, aproveitar a leitura deles de best-sellers para abordar temas em casa e na escola. A seguir, veja dicas de como estimular o jovem expandir sua experiência literária.

3 CONCLUSÃO

Este trabalho teve o intuito de demonstrar como a literatura é importante para o desenvolvimento da criança e do adolescente.
A leitura ensina a criança a perceber e criar um mundo totalmente mágico, desenvolvendo processos de aprendizagem sobre o bem e o mal e principalmente lutar pelos seus ideais, mesmo que estes pareçam distantes e difíceis.
O habito de leitura é também uma forma de interação, entre o leitor e o mundo, fazendo com que o leitor possa viver em sociedade, cumprindo as exigências do mundo moderno.
Atualmente o mundo introduziu no mercado, uma nova forma de literatura, a literatura em massa, também conhecida como best sellers. Vários estudiosos consideram que esse tipo de leitura não é adequada, pois o individuo passa a viver num mundo de alienação.
A Literatura de Massa esta interligada aos meios de comunicação, muitos estudiosos acham, que talvez seja por isso que a maioria dos livros são transformados em filmes.
Muitos alunos tem deixado de ler clássicos literários substituindo-os pelos best sellers, pois segundo pesquisadores encontram semelhanças no mundo real, por isso é importante a presença dos pais e professores quanto a importância da literatura.

Referências Bibliográficas

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SOUZA, Renata Junqueira. A importância da leitura e literatura infantil, 2003.
Borges, Patrícia Ferreira Bianchini. A leitura e a construção do leitor em potencial, 2005 Disponível em: http://www.vestibular1.com.br/revisao/leitura_construção.doc acessado 26/03/2010
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices, 5° ed. São Paulo: Scipione, 2001
COELHO, Nelly Novaes, A literatura infantil: história—teoria—análise (das origens orientais ao Brasil de hoje), São Paulo: Quíron, Brasília:INL, 1981
ALBINO, Lia Cupertino Duarte. A literatura infantil no Brasil: origem, tendências e ensino. Disponível em: www.litteratu.com/literatura_infantil.pdf - acessado 03/05/2010
SOUZA, Danielle Medeiros e AMARILHA, Marly. Literatura infantil e diversidade: construindo caminhos para a inclusão escolar. S/D.
Disponível em: http://www.alb.com.br/anais16/sem08pdf/sm08ss02_07.pdf acessado 15/06/2010
CALDAS, Waldenyr. Literatura da cultura de massa. São Paulo, Musa Editora, 2000.
Domingues, Carla Medianeira Costa, Niederauer, Silvia Helena Domingues. História infantil: do imaginário ao real – desenvolve valores e desperta a criatividade. 2005 Disponível em: http://sites.unifra.br/Portals/36/ALC/2005/historia.pdf acessado 18/06/2010
MACHADO, Irene A. Literatura e redação. Gêneros literários e tradição oral. 1. ed. São Paulo: Scipione, 1994.w

COSTA, Cynthia. Best-sellers adolescentes, Revista Educar para Crescer, 2009.