terça-feira, 26 de julho de 2011

Alfabetização de Adultos

1 INTRODUÇÃO

O objetivo deste trabalho é ressaltar a importância em se alfabetizar pessoas que não tiveram a oportunidade de ir em uma escola enquanto criança ou na adolescência, pessoas muitas vezes humildes, mas que mostram um grande sonho em conhecer um mundo diferente o da leitura e da escrita.
Este trabalho também pretende contribuir para destacar problemas, contradições e erros recorrentes que em se apresentando no planejamento e execução de ações nacionais de alfabetização de adultos.

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 A importância da Alfabetização de Adultos

A Educação de Adultos cresceu muito, isso porque a população está interessada em melhorar o seu nível de escolaridade.
O acesso ao conhecimento cientifico hoje é uma necessidade de tal modo que ninguém pode arroga-se o direito de permanecer indiferente ao quadro de exclusão que se verifica no país, quadro este que se agrava pelo fato de que grande contingente, dentre esses excluídos que não tiveram oportunidade de iniciação escolar, ficando assim afastado da alfabetização.
A importância da Alfabetização de Jovens e Adultos dentro de uma construção continua para o desenvolvimento de uma aprendizagem consciente, a fim de viabilizar e manter os alunos que não tiveram oportunidade de freqüentarem uma escola em idade própria. (SANTOS e MARQUES, 1998)
  
2.2 O que é ser Analfabeto Adulto

O Analfabeto é um sujeito portador de uma identidade deteriorada decorrente da discriminação que sobre ele exerce a sociedade na qual vive.
É a sociedade letrada que cria o analfabeto como tipo social e, simultaneamente, o estigmatiza socialmente gerando uma relação conflitual e contraditória entre o “eu” e o “outro”, o analfabeto, dotado cada qual de sinal universo de identificação cultural e de reconhecimento social.
Originalmente, a primeira grande distinção se faz entre dois grandes segmentos sociais: os dos analfabetos e dos alfabetizados. O perfil da sociedade na qual essa grande divisão educacional ocorre, caracteriza-se por sua face majoritariamente agrária correspondendo a uma dicotomia cidade X campo, cujo primeiro termo da relação, embora demograficamente minoritária já se apresente como culturalmente dominante.
É importante, portanto, não perder de vista os problemas do analfabetismo, as conexões existentes entre as desigualdades sociais decorrentes de sua estrutura de distribuição de renda nacional e a manutenção do analfabetismo. Essa vinculação deve ser apreciada quanto ao significado das elevadas proporções de seu estoque iletrado e, também em relação ao fenômeno de resistência as políticas governamentais que objetivam a erradicação do analfabetismo adulto. (Torres Maria Rosa, Lewin Helena, Miranda Marinho Marildes, Mariño Germãn, Barreto Vera e José Carlos Monte Neiva, Editora Vozes, 1990)

2.3 Os primeiros passos para a aprendizagem

Um indivíduo não aprende sozinho, ele precisa de informações, explicações específicas que podem ser fornecidas pelo professo e aí esta a razão do processo escolar. Os adultos analfabetos não tiveram esses orientadores alfabetizados (pais, irmãos, professores) que fizessem intervenções adequadas nesse processo, se passaram pela escola, fracassaram nessa tentativa. (COSTA, 1992)
O próximo nível de entendimento é interfigural. Ele é posterior nesta evolução pelo controle objetivo dos caracteres escritos, que se estabelecem em quantidades variadas e de diferentes letras, representando, portanto diferenças, quantitativas e qualitativas.
Um grande marco na construção individual do sistema alfabético se dá quando o indivíduo descobre que a escrita é a própria representação da fala e não dos objetos em si, e a apresentação gráfica dos valores sonoros, ou ainda a fonetização da escrita. No inicio dessa fase, o alfabetizando usa uma letra para cada som emitido, isto é sua fonetização é silábica.
O passo seguinte é o acréscimo de letras. Ás vezes, o analfabetizando usa uma letra para cada som e outras vezes mais de uma.
Finalmente, ele consegue representar totalmente a palavra completa, em frases, nos textos, com grafemas correspondentes, os fonemas convencionais. Esta hipótese constitui o nível 5, ultimo da evolução fonética. Isto não quer dizer que o aluno esta alfabetizado, ainda terá um grande percurso na aquisição de regras convencionais de ortografias, de gramática e outras que contribuem para dar significado ao texto escrito. (Instituto Unibanco – educação de adultos, 2006).

2.4 Pós-alfabetização

Apesar de se reconhecer a necessidade de um planejamento integral e conjunto da alfabetização e pós-alfabetização, que só garanta a coerência entre duas, como também sua seqüência imediata, com o fim de consolidar a alfabetização vão se concentrar todas as energias e esforços na campanha, é comum haver descuido em relação ao planejamento oportuno desses “depois da campanha” nisso intervém não só a magnitude e complexidade de um empreendimento de massa, como é uma campanha nacional, quanto a própria concepção arraigada da alfabetização como objetivo terminal.
Isso resulta também de uma contradição real: de um modo geral, e dada a limitação dos recursos humanos qualificados assim como a experiência que o próprio desenvolvimento da campanha permite acumular é a mesma equipe que se vê envolvida com o projeto e a implementação da pós-alfabetização, impossibilitando assim que atenda simultaneamente a execução da campanha e a programação da fase seguinte.
Em todo caso, vez por outra a fase de pós-alfabetização começa a ser planejada tardiamente, depois da campanha já alcançada ou até mesmo concluída. Nessas condições, também se atrasa o inicio dessa fase, frequentemente com alto custo em termos de desmotivação e desalfabetização dos recém-alfabetizados. (Torres Maria Rosa, Lewin Helena, Miranda Marinho Marildes, Mariño Germãn, Barreto Vera e José Carlos Monte Neiva, Editora Vozes, 1990)

 3 CONCLUSÃO

Conclui-se, portanto que a alfabetização de Adultos hoje é essencial para que as pessoas voltem a ter um lugar no mercado de trabalho. A alfabetização é o primeiro componente dá formação de mão-de-obra qualificada. A linguagem é o instrumento central da construção de pessoal.
Precisamos destacar que não podemos perder a oportunidade de definir que a educação de Adultos vem proporcionar a educação básica. A criação do vinculo/laço entre professor X aluno é fundamental. Porém, ele só se estabelece se houver uma interação entre iguais na aprendizagem.
Portanto esta é a busca para alcançar uma pratica educativa unindo a reflexão fundada no sonho de um mundo mais democrático e humano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SANTOS, Cíntia e MARQUES, Janete. Alfabetização de adultos: uma construção contínua, 1998.
COSTA, Maria Salete citado em Instituto Unibanco. “Educação de Adultos”, editora Unimarco, 2006.
Instituto Unibanco. “Educação de Adultos”, editora Unimarco, 2006.
TORRES, Maria Rosa; LEWIN, Helena; MIRANDA, Marinho Marildes; MARIÑO, Germãn; BARRETO, Vera e NEIVA, José Carlos Monte. Alfabetização de adultos na América Latina. Editora Vozes, Petrópolis, Rio de Janeiro, 1990.

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