terça-feira, 26 de julho de 2011

Importância da Orientação Sexual na Escola e a Relação Existente entre Sexualidade e Educação


Importância da Orientação Sexual na escola e a relação existente entre sexualidade e educação


1 Introdução

O objetivo deste trabalho é orientar a educação sobre a sexualidade, tema pouco falado, mas e muito importante para a educação infantil.
Os trabalhos já existentes de orientação sexual nas séries iniciais do 1ºgrau e (1º a 4º série) indicam que as questões trazidas pelos alunos são predominantemente ligadas à compreensão de informações sobre a sexualidade.
Todas essas curiosidades são importantes de serem contempladas pelo professor assim como ação reflexiva quanto aos preconceitos em relação aos comportamentos ligados entre meninos e as meninas;
Também será falado tópicos nos explicando e nos orientando sobre o tema: Orientação sexual.




 2 Revisão bibliográfica

2.1 Conceito da sexualidade na infância e na adolescência

Os contatos de uma mãe com seu filho despertam nele as primeiras vivências de prazer. Essas primeiras experiências sensuais de vida e de prazer não são essencialmente biológicas, mas se constituirão no acervo psíquico do indivíduo, são o embrião da vida mental no bebê. A sexualidade infantil se desenvolve desde os primeiros dias de vida e segue se manifestando de forma diferente em cada momento da infância.
O psicanalista Freud fez um amplo estudo a respeito da sexualidade humana e foi o primeiro a descrever sobre a sexualidade infantil.
Para ele, "todos os impulsos e atividades prazerosas são sexuais." Freud, propôs que as crianças já apresentam uma sexualidade muito diferente das outras espécies e que, na infância, não está comprometida ao órgão sexual, mas a sensações ligadas à sexualidade. Isso foi revolucionário para a época, quando se achava que a sexualidade ficava adormecida. A sexualidade humana tem basicamente uma questão que a torna diferente; é a questão da pulsão, pois nós não somos, tal como os animais, movidos por instinto, mas por pulsão, termo proposto por Freud para dar a idéia de algo que fica exatamente no limite entre o orgânico e o psíquico. (FREUD, 1994, p.14, SILVA, 2009)
Segundo o Portal do MEC:
Preocupa-se mais intensamente com as diferenças entre os sexos, mas todas as expressões que caracterizam o homem e a mulher. A construção do que é pertencer a um ou outro sexo se dá pelo tratamento diferenciado para meninos e meninas, inclusive nas expressões diretamente ligadas à sexualidade, e pelos padrões socialmente estabelecidos de feminino e masculino. Esses padrões são oriundos das representações sociais e culturais construídas a partir das diferenças biológicas dos sexos, e transmitidas através da educação, o que atualmente recebe a denominação de “relações de gênero”.
Nunca a sexualidade esteve tão presente nos meios de comunicação. Atualmente, a geração que fez a revolução sexual nas décadas de 1960 e 1970, está pasma com a precocidade e a liberalidade da vida sexual dos jovens. Esses, muitas vezes ingressam-se na mesma, expondo-se a uma gravidez indesejada, ao abuso sexual, à contaminação por doenças sexualmente transmissíveis, por falta de uma devida orientação. O que ocorre em nossos dias é o domínio da fala da sexualidade, mas esta ainda é reprimida, preconceituosa, repassada à nova geração de maneira fragmentada, como nas décadas passadas.
“O melhor método anticoncepcional para as adolescentes é a escola: quanto maior a escolaridade, menor a fecundidade e maior a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis." (FOLHA DE SÃO PAULO, 2001, p.07, citado por SILVA, 2009)
Através de um estudo historiográfico, Foucault (1997, p. 30-32) citado por SILVA (2009) demonstra que:
A sexualidade das crianças e particularmente dos adolescentes, é preocupação escolar desde o século XVIII, quando esta questão tornou-se um problema público. Assim, a instituição pedagógica da época não impôs um silêncio geral ao sexo das crianças e dos adolescentes. Pelo contrário, concentrou as formas de discurso neste tema, estabeleceu pontos de implantação diferentes, codificou os conteúdos e qualificou os locutores. Tudo isso permitiu vincular a intensificação dos poderes à multiplicação do discurso.
Até o século XVII a infância não era sequer reconhecida como um período bem individualizado da vida humana. Nesse enfoque, a criança era vista apenas como um pequeno adulto, não recebendo uma educação específica e tendo que, muito precocemente, conviver com o trabalho e com as preocupações próprias dos adultos.
De acordo com o Portal do MEC:
As expressões da sexualidade, assim como a intensificação das vivências amorosas, são aspectos centrais na vida dos adolescentes. A sensualidade e a “malícia” estão presentes nos seus movimentos e gestos, nas roupas que usam, na música que produzem e consomem, na produção gráfica e artística, nos esportes e no humor por eles cultivado.
No cenário atual, onde a mídia faz constantes apelos à sexualidade, exibindo propagandas, programas, filmes e novelas televisivas intensamente erotizados, ao mesmo tempo em que, paradoxalmente, as instituições sociais reprimem e colocam tabus, mitos e preconceitos à sexualidade, as crianças são atordoadas por dúvidas e curiosidades a respeito das questões que não podem compreender por completo. Assim, percebe-se a relevância de esclarecimento do tema, através da orientação da infância e da juventude, que deve ser realizada pela família, escola e sociedade.

2.2 A Orientação Sexual na Escola

A sexualidade é primeiramente abordada no espaço privado, pelas relações familiares. Assim, de forma explícita ou implícita, são transmitidos os valores que cada família adota como seus e espera que as crianças assumam.
De forma diferente, cabe à escola abordar os diversos pontos de vista, valores e crenças existentes na sociedade para auxiliar o aluno a encontrar um ponto de auto-referência por meio da reflexão. Nesse sentido, o trabalho realizado pela escola não substitui nem concorre com a função da família, mas antes a complementa. Constitui um processo formal e sistematizado que acontece dentro da instituição escolar, exige planejamento e propõe uma intervenção por parte dos profissionais da educação.
Estudos apontam que, mesmo ciente da responsabilidade que tem no processo de desenvolvimento da sexualidade das crianças, juntamente com outras instâncias da sociedade, a escola nem sempre se envolve com o tema na intensidade necessária, e, muitas vezes, quando o faz, é de modo reducionista, atendo-se às questões biológicas da reprodução. (SILVA, 2009)

2.3 Relação escola-família

Para SUPLICY (2000) citado por GOMES (s/d)
[...] cabe à escola, a transmissão dos princípios democráticos e éticos que são o respeito pelo outro, o respeito por si mesmo, o respeito à pluraridade de opiniões. À família cabe transmitir os valores morais que a escola não tem condição de dar, e isso não dá para delegar, a família tem de explicitar o que acha certo e errado, isso não compete à escola, pois a escola não pode ter uma posição sobre o aborto, sobre casar virgem ou não, isso não é um consenso social.

De acordo com o Portal do MEC: a Orientação Sexual compreende a ação da escola como complementar a educação dada pela família. Dessa forma, a escola deverá informar a família dos alunos sobre a inclusão de conteúdos de Orientação Sexual na proposta curricular.
A sexualidade sempre foi um tema de difícil discussão, fizeram do assunto um tabu e algo que “não é conversa para crianças” contribuindo ainda mais para aguçar a imaginação de cabecinhas ávidas por informações.
Estamos vivendo a “era do show do sexo” onde a erotização invade as casa através de jornais, revistas, rádio, internet e, principalmente, a televisão. Influenciadas pelos ídolos, as crianças estão cada vez mais erotizadas e os jovens iniciam a vida sexual cada vez mais cedo, muitas vezes sem a devida preocupação, resultando, em muitas ocasiões, em gravidez indesejada de garotas recém-saídas da infância. (SAMPAIO 2005)
Desse modo, Sampaio acredita que: por todos esses motivos se torna tão necessária a presença da escola como orientadora através de educadores preparados para esclarecer as dúvidas dos alunos, lidando, inclusive, com questões como preconceito no que diz respeito à preferência sexual.
O Portal do Mec, afirma que a escola deve procurar criar um dialogo envolta do contexto sobre sexualidade. Fazendo com que a sexualidade deixe de ser tabu e, ao ser objeto de discussão na escola, possibilite a troca de idéias entre esta e as famílias. O apoio dos pais aos trabalhos desenvolvidos com os alunos é um aliado importante para o êxito da Orientação Sexual na escola.
Camargo e Ribeiro (1999, p. 39) Citado por Sampaio (2005), chamam atenção para duas distintas visões: Muitos consideram, ainda hoje, a abordagem de questões sexuais na escola como algo não sadio, pois estimularia precocemente a sexualidade da criança e do adolescente. Para outros, a discussão orientada de temas relacionados à sexualidade proporcionaria aos jovens o conhecimento da importância da vida sexual, bem mais cedo e com maior profundidade.
Segundo o Ministério da Educação (2000):
Diferentes famílias constroem suas histórias e desenvolvem crenças e valores, certamente muito diversos, embora possam receber influências sociais semelhantes. Compreender e respeitar essa diversidade e dialogar com ela enriquece a comunidade escolar e favorece o desenvolvimento de uma visão crítica por parte dos alunos.
Sampaio (2005) diz que as discussões acerca da sexualidade estão divididas no sentido de que algumas escolas impulsionam, incitam debates, reuniões, questionamentos; outras, e talvez a maioria, ainda não introduziram a temática tão importante para o exercício pleno da cidadania.
Não compete à escola, em nenhuma situação, julgar como certa ou errada a educação que cada família oferece. O papel da escola é abrir espaço para que a pluralidade de concepções, valores e crenças sobre sexualidade possam se expressar. Caberá à escola trabalhar o respeito às diferenças a partir da sua própria atitude de respeitar as diferenças expressas pelas famílias. A única exceção refere-se às situações em que haja violação dos direitos das crianças e dos jovens. Nesses casos específicos, cabe à escola posicionar-se a fim de garantir a integridade básica de seus alunos — por exemplo, as situações de violência sexual contra crianças por parte de familiares devem ser comunicadas ao Conselho Tutelar (que poderá manter o anonimato do denunciante) ou autoridade correspondente. (PORTAL DO MEC, S/D)

2.4 Manifestações da sexualidade na escola

O sexo está ligado à anatomia, mas o conceito de gênero vem das noções de masculino e feminino. A natureza não é responsável pelas diferenças de comportamento e de lugares que homens e mulheres ocupam na sociedade. Essas diferenças aparecem na sexualidade e nas relações humanas. Santos e Ferreira (2001)
De acordo com o MEC: “As manifestações sexuais infantis ocorrem frequentemente na realização de carícias no próprio corpo, na curiosidade sobre o corpo do outro, nas perguntas ou ainda na imitação de gestos e atitudes típicos da manifestação da sexualidade na fase adulta.”
Essas manifestações também acontecem no âmbito escolar e é necessário que a escola se posicione clara e conscientemente sobre referências e limites com os quais irá trabalhar as expressões da sexualidade dos alunos. Se é adequado ao espaço da escola o esclarecimento de dúvidas e curiosidades sobre este tema, é importante que contribua para que a criança aprenda a distinguir as expressões que fazem parte da sua intimidade e privacidade daquelas que são pertinentes ao convívio social.(Portal do Mec)
É comum nos primeiros ciclos a curiosidade sobre concepção e parto, relacionamento sexual ou Aids. Observa-se também que as crianças reproduzem manifestações da sexualidade adulta, vistas na TV ou presenciadas.
Segundo o Portal do Mec, “Para ter um bom trabalho sobre a temática Orientação Sexual, o professor deve estabelecer uma relação de confiança com os alunos. O professor precisa se mostrar disponível para conversar a respeito e abordar as questões de forma direta e esclarecedora.”
Informações corretas do ponto de vista científico ou esclarecimentos sobre as questões trazidas pelos alunos são fundamentais para seu bem-estar e tranqüilidade, para uma maior consciência de seu próprio corpo e melhores condições de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada e abuso sexual. Couto e Vale (2002)
De acordo com o Portal do Mec:
Assim, como indicam inúmeras experiências pedagógicas, a abordagem da sexualidade no âmbito da educação precisa ser clara, para que seja tratada de forma simples e direta; ampla, para não reduzir sua complexidade; flexível, para permitir o atendimento a conteúdos e situações diversas; e sistemática, para possibilitar aprendizagem e desenvolvimento crescentes.
Segundo Couto e Vale (2002): “O educador deve criar um meio para que os educandos tenham participação constante, por meio de discussões que privilegiem o posicionamento de cada um quanto ao tema em debate, assim como o levantamento e discussão das dúvidas, das divergências e dos pontos em comum.”
De acordo com o Portal do Mec: “O trabalho de Orientação Sexual também implica o tratamento de questões que nem sempre estarão articuladas com as áreas do currículo — seja porque são singulares e necessitam de tratamento específico, seja porque permeiam o dia-a-dia na escola das mais diferentes formas. O trabalho de Orientação Sexual se dará, portanto, dentro da programação, por meio dos conteúdos já transversalizados nas áreas do currículo, e extraprogramação, sempre que surgirem questões relacionadas ao tema.”
Ao questionar tabus e preconceitos ligados à sexualidade e trabalhar com conhecimentos e informações que visam à promoção do bem-estar e da saúde, o trabalho de Orientação Sexual se entrelaça com objetivos e conteúdos contemplados também nos outros temas transversais (Ética, Saúde, Trabalho e Consumo, Pluralidade Cultural e Meio Ambiente). Ministério da Educação (2000):

 3 Conclusão

Com este trabalho conclui que é fundamental falar com criança e com o adolescente sobre a sexualidade. Que temos o dever de ensiná-los a conhecer seu próprio corpo e suas limitações.
A informação é muito importante para o conhecimento e o crescimento da criança no seu dia-a-dia na escola e no seu desenvolvimento.
Também compreendi que todo tema tem sua importância e sua gratificação.
Aprendi muito e espero passar o que vou ter a oportunidade de passar para meus alunos e colegas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MEC, Portal. Orientação sexual. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/orientacao.pdf  acessado 28/04/2010SILVA, Kelly Cristina. As implicações da sexualidade infantil e a orientação sexual nas instituições escolares. 2009. Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/14248/1/AS-IMPLICACOES-DA-SEXUALIDADE-INFANTIL-E-A-ORIENTACAO-SEXUAL-NAS-INSTITUICOES-ESCOLARES/pagina1.html acessado 28/04/2010

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