terça-feira, 26 de julho de 2011

Memorial Acadêmico - Minha Vida e construção de um novo saber

INFÂNCIA

Meu nome é Renata Alves da Silva, nasci no dia 25 de abril de 1991, na cidade de Unaí. Meus pais são Maria Inês Alves da Silva e Roberto Nascimento da Silva.
Quando nasci meus pais tinham uma casa na cidade, com 3 meses de idade meus pais resolveram mudar para a fazenda Forquilha que era herança da minha avó paterna Josefina.
Foi na fazenda onde tive minhas melhores experiências, brincava, corria, pulava, nadava no córrego e ainda tinha muitos amigos.
Meus parentes sempre gostavam de ir pra lá, no final de semana a casa estava sempre cheia.
E foi a partir daí que a minha educação começou a ser formada. Minha mãe era a responsável pôr colocar as crianças para dormir, e sempre contava uma historia, com seus dragões, espadas, príncipes e princesas, fadas, castelos e claro bruxos (as) e feiticeiros (as), dormíamos embalados sempre por uma de suas belas historias.
Durante a semana sempre ficava em casa minha mãe, eu e meu irmão Douglas, ela sempre que tinha um tempo pegava um caderno fazia alguns desenhos e exercícios de vai e vem (como ela chamava) e me entregava, eu sempre fazia tudo direitinho e quando não dava conta ela pegava na minha mão e me ajudava a fazer.
Foi daí que nasceu minha paixão por estudar, eu queria ir de qualquer jeito pra escola.
Meus pais vendo minha vontade em estudar foram em uma escola que tinha na redondeza e conversaram com a professora, ela disse que eu podia estudar lá.


Professora Rita                   Ano de 1997
Escola Municipal
Escola Rural
Pré-escolar

A aula ocorria em uma pequena sala onde eram abrigados do pré-escolar a 4° série as turmas eram formadas de 02 a 05 alunos por série e era ministrado por uma única professora.
O banheiro era uma casinha que ficava atrás da escola. A quadra de esporte era um campo de futebol que tinha ao lado da escola, era nesse campo também que ocorria o nosso recreio, não tínhamos aulas de educação física, mas sempre nos reuníamos para brincar de ciranda, pigue-pegue, cantar, dançar e correr muito.
A verba que vinha para escola era pouca, por isso que os materiais didáticos eram muito escassos, não tínhamos biblioteca, videoteca.
A Tia Rita era uma pessoa muito alegre, carinhosa, bondosa e sempre tentava dar o máximo de atenção a todos os alunos.
Como ela tinha que dar conta de 05 séries, ela sempre passava para mim e minha colega Andressa, exercícios como colorir, recortes, de coordenação motora, o alfabeto e os numerais. A Tia Rita falava que o jeito correto de colorir era o de bolinha, a gente coloria o desenho fazendo círculos ate preencher todo o desenho.
Ela sempre tomava cuidado com o tipo de material que deixava com a gente, tesoura, apontador e materiais pontiagudos sempre ficava com ela.
Uma vez ela esqueceu uma tesoura na nossa mesa e como toda criança muito curiosa e levada e eu e a Andressa pegamos a tesoura e fomos brincar, nessa brincadeira a Andressa cortou meu dedo, e fugiu pro meio do mato com medo da professora brigar, enquanto eu chorava, a professora conseguiu encontra-la e conversou com ela, explicou o porque deve tomar cuidado com esses materiais e falou pra ela me pedir desculpa, depois disso a professora Rita tomou mais cuidado com seus materiais
Era minha mãe que me levava pra escola, ou era de carroça ou a cavalo, pois morávamos longe da escola. Eu adorava minha escola, meus colegas e principalmente a minha professora, o ano passou tão rápido.
Nas festas de fim de ano, quando nos já estávamos de férias, chegou a noticia de que a Tia Rita havia sofrido um acidente e não havia sobrevivido, todos nos alunos levávamos um choque e ficamos muito triste, infelizmente a escola teria que fechar e os alunos seriam transferidos para a Escola Municipal Padre José de Anchieta, no Curral Fogo.

Mudanças

Meus pais viram que para eu continuar os meus estudos ou eu teria que andar de ônibus ou teríamos que voltar para a cidade. Foi então que decidiram que era hora de voltarmos para Unaí.
Não tínhamos casa na cidade, meus pais estavam desempregados, meu tio Antônio Carlos, irmão do meu pai, que estava morando nos Estados Unidos, viu a nossa situação e nos emprestou sua casa para morarmos ate conseguirmos nos estabilizar.
Meu pai começou a procurar um emprego e minha mãe começou a trabalhar como domestica para minha avó e minha tia.
Foi então que meu pai conseguiu um emprego como recenseador no IBGE, meu pai trabalhou um mês, e adoeceu.
Mas mesmo com todos os problemas eles não deixaram de me colocar na escola. Minha tia Maria do Carmo trabalhava na escola Delvito, ela conseguiu me matricular para cursar a 1° série.
E foi então que começou mais uma batalha...

Professora Doralice                                    Ano de 1998
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
Escola Urbana
1° Série

Na nova escola era tudo diferente, ela era muito grande, tinha uma sala para cada série, banheiros, biblioteca e uma quadra enorme.
Minha professora se chamava Doralice e ela era muito brava e autoritária, mas uma ótima professora.
Quando comecei a estudar eu estava muito atrasada, quase todos os alunos já sabiam ler, e eu por ter estudado em uma escola rural ainda não dava conta, a professora me passava vários exercícios de leitura para casa.
Na sala de aula eu tinha um problema de concentração, me dispersava facilmente, e a professora sempre brigava comigo.
Ela usava o método silábico e a sala sempre estava cheia de cartazes com as letras do alfabeto, a professora Doralice já não passava tantos exercícios de colorir, ela cobrava muito dos alunos e sempre que as coisas não estavam boas ela chamava nossa atenção e nos colocava de castigo com a chamada “orelhas de burro”.
Era muito difícil ela autorizar os alunos de ir ao banheiro e beber água, por isso quase toda semana as cantineiras da escola comentavam que alguém tinha feito “xixi” na sala e como sempre ela brigava.
A professora Doralice, apesar de muito brava, era uma ótima professora e mesmo nas nossas dificuldades ela sempre estava ali para nos ajudar, mesmo que fosse à força.
A minha primeira vez em uma escola de verdade – eu pensava e com certeza foi a época mais importante para mim, essa fase foi o ponto inicial para minha alfabetização, foi onde eu aprendi a ler, escrever e principalmente conhecer a mim mesma.
No final do ano a turma organizou uma apresentação de natal, cantamos a música Noite Feliz e o Velhinho de Sandy e Junior,

Professora Elizelma                                   Ano 1999
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
2° Série

Na minha 2ª série minha professora se chamava Elizelma, ela era uma pessoa muito boa e atenciosa.
Suas aulas eram dinâmicas e divertidas. Antes de começarmos a aula ela trazia uma frase de reflexão pra turma.
Ela gostava que os cadernos fossem caprichosos e bem coloridos, tínhamos que deixar um espaço e passar um traço antes de passar para a próxima questão.
Uma vez por semana ela levava a turma para a biblioteca, cada um pegava um livro e ia ler.
Uma vez a escola resolveu fazer uma apresentação, que incentivava a leitura. A supervisora da escola Fatinha Brito se vestiu de vovozinha, as bibliotecárias chamaram a nossa turma para poder conhecê-la, chegando lá elas colocaram a gente sentado em volta da vovozinha e ela começou a contar historias.
Foi uma das melhores aulas que tivemos, sempre que a supervisora ia à nossa sala ela e a professora começavam a contar historias pra gente, era super bacana.
Nessa época a diretora da escola era a Leninha e ela sempre fazia as comemorações da escola de forma divertida, todos os pais adoravam ir, a portaria era livre e nos dias das mães sempre havia sorteio de vários brindes, nos dias dos pais ela organizava um jantar com torneio de truco, ficávamos ate tarde...
A professora Elizelma procurava incentivar a turma para participar das apresentações da escola, o desfile de 7 de setembro, apresentações pro dia das mães, desfile da primavera, as festas juninas, etc.

Professora Ângela                                      Ano 2000
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
3° Série

Minha professora da 3ª série se chamava Ângela ela era brava. A sala sempre ficava em silêncio quando ela estava.
Ela não permitia conversa paralela e sempre que aqueles bilhetinhos começavam a circular pela sala, ela pegava e lia pra toda turma ouvir.
A professora Ângela exigia muito dos alunos, sempre passava para casa exercícios de tabuada, a gente escrevia a tabuada de 2 dez vezes, antigamente isso era considerado castigo, mas ela usava isso como método de ensino, pois ajudava a fixar aquilo que a gente via.
Os exercícios de português eram de interpretação de texto, sempre com perguntas difíceis.
Quando a turma ficava quietinha durante a semana, na sexta-feira ela passava um filme ou deixava a gente brincar.

Professora Irene                                      Ano 2001
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
4° Série

Todo mundo tinha medo da professora Irene, ela era brava e parecia sempre estar nervosa, mas as aparências enganam, ela era muito alegre, claro nos momentos certos.
Ela gostava muito de escutar música, por isso todo dia faltando 30 minutos pra acabar a aula ela chamava duas colegas minhas a Bárbara e a Lorena (que achavam que cantavam super bem) para cantar pra turma, eram os 30 minutos mais longos, quem não quisesse escutá-las podia retirar da sala, mas depois os pais eram obrigados a acompanhar os filhos.
A professora Irene tinha Alzheimer, ela ficava com as mãos tremendo, esse era um dos motivos que todos morriam de medo dela, pensávamos que ela estava nervosa.
Nesse ano eu e meu colega Luciano fomos candidatos a rei e rainha da festa junina, ficamos em segundo lugar.
A professora Irene, gostava de olhar os nossos cadernos, era uma forma dela acompanhar o nosso desenvolvimento. Ela sabia quando os alunos precisavam de aula de reforço. Os colegas que estavam adiantados, ela pedia pra que ajudassem os outros, pois cada um, tinha um ritmo de aprendizagem diferente.

Vida Nova

O ano de 2002 foi muito bom pra minha família. Meu pai resolveu vender o trator da nossa fazenda, dessa forma ele conseguiu um dinheirinho extra, meus pais então resolveram que era hora de mexer com um negocio, foi então que eles compraram uma Papelaria.
A Papelaria era muito pequena, mas pra começar a nossa nova vida, já estava bom.
As coisas complicaram um pouco, pois tive que tomar conta da casa e do meu irmão. Eu lavava as louças, varria a casa, tirava as poeiras e comecei a aprender a cozinhar. As vezes eu levava o almoço pro meu pai e dessa forma acaba ajudando na Papelaria também.
A Papelaria ficava perto de casa e sempre que eu me sentia sozinha ia pra lá ficar com os meus pais.

Professores:                                              Ano 2002
Marta – Português
Zeuman – Matemática
Luiz Gonzaga – História
Benedita – Geografia
Vanusa – Ciências
Meire – Inglês
Maria Rosa – Educação Religiosa
Vanessa Queiroz – Educação Física
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
5° Série

Na 5ª série era tudo novidade estava estudando no turno matutino e tinha 8 professores.
Minha professora de Português se chamava Marta e antes de começar a passar sua matéria ela colocava uma frase, ela dizia que era pra gente começar o dia com uma nova reflexão e lição sobre a vida.
Zeuman era o meu professor de Matemática, eu gostava muito dele, alem de ser professor era um grande amigo, sempre que precisávamos, ele estava pronto para nos ajudar.
O professor Zeuman gostava muito de “macetes”, toda explicação que ele dava tinha um macete diferente, ele achava que facilitava pra gente, mas era ai que ficávamos mais perdidos.
A minha turma adorava deixar o professor Luiz com raiva, pois ele é bem branco e sempre que ele ia brigar com a turma ele ficava vermelho de raiva.
O Luiz dava aula de História, ele é muito inteligente, mas não conseguia domar a turma e passar a sua matéria de forma eficiente, nós não conseguíamos entender nada.
A professora Benedita era ótima, gostava muito dela, ela dava aula de Geografia e foi ela que fez com que me apaixona-se pela Geografia, ela falava de uma forma simples e fácil de entender.
Já com a professora Vanusa foi totalmente o contrario, ela dava aula de Ciências, eu não conseguia entender direito o que ela explicava e suas provas eram muito difíceis.
A professar de Inglês era a Meire, ela não sabia nem pra ela, quem diria ensinar pra alguém. Todos os alunos faziam festa na aula dela e as questões da avaliação era tirada dos exercícios feitos em sala de aula, as mesmas perguntas e respostas, os alunos faziam a prova com o caderno aberto.
Agora o recreio era na aula da professora de Educação Religiosa, Maria Rosa, ela era uma senhora mais de idade, e os alunos acabam falando coisas desnecessárias e humilhantes para ela. Ela sempre vinha com assuntos sobrenaturais, religiosos, sobre seitas, às vezes ela não falava coisa com coisa.
A professora Vanessa Queiroz dava aula de Educação Física, no começo as aulas dela eram dinâmicas e divertidas, ela passava um pouco de teoria e depois íamos para a pratica, os alunos da sala eram muito competitivos e costumavam humilhar os alunos que não conseguiam praticar os exercícios.
Foi um ano tranqüilo tinha muitos amigos, sempre fui muito disciplinada e tirava notas boas.

Professores:                                     Ano 2003
Nicinha – Português
Selma – Matemática
Rilza – História
Benedita – Geografia
Silvana – Ciências
Meire – Inglês
Maria Rosa – Educação Religiosa
Vanessa Queiroz – Educação Física
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
6° Série

Na 6ª série já havia acostumado com aquele tato de professores, as minhas professoras de Geografia, Inglês, Educação Religiosa e Educação Física, continuaram as mesmas da 5ª série.
Nesse ano a minha professora de Português se chamava Nicinha, ela era uma boa professora, ela usava muito a pratica de redação e leitura de textos em sala de aula.
Selma era a minha professora de Matemática, ela era uma baixinha muito brava, mas explicava super bem. Sempre pegava no nosso pé, pra conseguíssemos acompanhar o que ela pedia.
A minha professora de história se chamava Rilza, ela sempre brigava com os alunos e sempre que acontecia uma discussão ela não dava o braço a torcer ela continuava brigando ate os alunos desistirem. Ela tinha uma audição ótima, mesmo que falássemos bem baixinho ela conseguia escutar e começava com uma nova discussão. Suas questões eram sempre pequenas, mas as respostas eram enormes, por isso a maioria dos alunos não fazia os exercícios e ela como sempre fazia de dar visto surpresa.
A minha professora de Ciências, não parecia ser professora, o nome dela era Silvana. Ela gostava de dança, música e de baderna, ela era muito jovem.
A professora Silvana, gostava que todos os alunos se divertissem mas que fossem disciplinados, as suas aulas eram interativas e alegres.

Minha melhor amiga

Na 6ª série conheci uma pessoa que até hoje é a minha melhor amiga, minha confidente e a pessoa com quem eu conto sempre que eu estou triste ou quando quero dividir minhas alegrias, o nome dela é Ariana.
Ariana veio do Pará e teve uma vida com dificuldades igual a minha.
Nessa época as coisas estavam difíceis na escola, eu nunca dava certo com ninguém pra fazer trabalho em grupo. Sempre deixavam as coisas pra que eu fizesse e pagasse, pois eu era filha de donos de papelaria.
A Ariana e uma outra colega minha, que também éramos muito amigas na época, foram as pessoas que me deram maior força.

Professores:                                            Ano 2004
Nicinha – Português
Marli – Matemática
Rilza – História
Benedita – Geografia
Mauricio - Ciências
Meire - Inglês
Maria Rosa – Educação Religiosa
Vanessa Queiroz – Educação Física
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
7° Série

Na 7ª série a professora Nicinha, resolveu que para conhecer melhor a vida de seus alunos, era necessário que criássemos um livro que contasse a história de nossa vida. Foi muito interessante, todos colocamos fotos e fatos curiosos.
Minha nova professora de Matemática se chamava Marli, ela era muito chata, mas explicava muito bem, ela sempre discutia com os alunos, por coisas desnecessárias; nas suas atividades ela deixava alguns minutos pra que todos respondessem e pudessem tirar suas dúvidas.
A professora Silvana (Ciências) resolveu deixar a turma, ela resolveu investir em outros negócios e não daria para conciliar as duas coisas.
Então ela resolveu passar as suas aulas para o professor Mauricio, ele era super bacana, tentava tirar todas as nossas duvidas, mas suas aulas davam sono nos alunos, eram aulas monotonas e cansativas, ele não conseguia prender nossa atenção.

As coisas estavam caminhando...

Nessa fase eu e meus colegas sempre combinávamos de uma vez por semana irmos pra casa de um comer brigadeiro e/ou bolo de chocolate e assistir um bom filme.
Sempre nos divertíamos, nunca estava sozinha.
Os negócios estavam indo super bem, então os meus pais resolveram montar outra Papelaria, as coisas eram uma correria, quando minha mãe não fazia janta que dava pro almoço eu tinha que chegar da escola e ir pra papelaria ou pra casa, para que eu ou minha mãe fossemos fazer o almoço. Todos os dias eu levava o almoço pro meu pai e levava meu irmão na escola.
Eu tinha minhas responsabilidades em casa, na escola, nos negócios e principalmente com minha família.
Foi uma das épocas em que eu mais diverti, na escola e na companhia dos meus amigos, colegas e família.

Despedida

O ano de 2005 foi muito triste, o pai da minha colega Ariana foi transferido novamente, ela iria morar em Cachoeira da Prata.
Nos juramos nunca perder o contato, choramos e despedimos.
Escrevíamos sempre que dava, contando as novidades e as grandes surpresas que aconteciam em nossas vidas.
Meus pais tiveram que fechar uma das papelarias, pois estávamos no prejuízo, muitas contas a pagar e contas a receber que estavam perdidas.
Meu pai viu que era hora de investir em um novo negocio e começou a procurar um emprego, foi então que ele começou a trabalhar como Agente de Endemias para a prefeitura.
Como as coisas não estavam muito bem nos negócios, meus pais resolveram vender a fazenda que era herança da minha avó, com muita tristeza, mas percebendo que não havia outra solução.
O dinheiro da venda da fazenda deu para pagar as dividas da papelaria, comprar um carro e comprar a nossa atual casa.

Professores:                                                    Ano 2005
Nicinha – Português
Romero – Matemática
M° de Fatima – História
Leonardo – Geografia
Mauricio – Ciências
Meire – Inglês
Maria Rosa – Educação Religiosa
Vanessa Queiroz – Educação Física
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
8° Série

Tinha uma professora nova o nome dela era Maria de Fátima e ela era professora de historia, ela era louquinha ela dançava, cantava, pulava, gritava de todas as formas. As aulas delas era super diferentes.
O professor Romero era muito ruim, não conseguia acompanhar a explicação dele, ele sempre estava falando da sua vida, o que acaba distraindo a turma do que era importante de verdade.
Esse ano, também conheci o professor Leonardo, professor de Geografia, ele era o terror de todas as turmas, todos tínhamos medo.
Ele gostava de debates, aulas expositivas e de seminários, ele sempre falava que estava preparando a gente para uma faculdade. Suas provas eram muito difíceis, e ninguém da turma conseguia tirar nota boa.

Enfim Ensino Médio

A Ariana voltou pra Unaí no final da 8ª série, mas a nossa alegria não durou muito.
A escola não tinha ensino médio, então resolvemos que tentaríamos estudar na mesma escola.
Foi então que a escola conseguiu que o governo aceitasse criar uma sala para o 1º Ano, mas essa sala só poderia ficar os alunos que tiravam notas boas e os alunos mais novos. Minhas amigas Mayara e Ariana tiveram que mudar de escola, pois apesar de notas boas elas eram mais velhas. Eu então fiquei sozinha.
Eu fiquei muito triste, nada pra mim não dava certo, eu não saia, ficava em casa deitada e as vezes chorando.

Professores:                                   Ano 2006
Erizam – Português
Marli – Matemática
Luiz Gonzaga – História
Leonardo – Geografia
Kênia – Biologia
Oséias – Química
Sirlei – Física
Márcia – Inglês
Vanessa Queiroz – Educação Física
Ediléia – Artes
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
1° Ano

Nesse ano apesar de um time de professores super talentosos e excelentes, eu estava muito distraída, minhas notas caíram, eu estava totalmente deslocada.
Mais graça a professora Erizam (Português), Kênia (Biologia), Leonardo (Geografia) e Oséias (Química) foi que eu comecei a melhorar o meu rendimento, eles conseguiram me mostrar que eu tinha que deixar a tristeza de lado se eu quisesse um futuro melhor pra mim.
A professora Erizam, era formidável, eu não era muito boa em Português mais graças a ela eu aprendi a gostar. Todo mês ela passava um livro pra gente ler, buscava incentivar a turma a leitura, seus trabalhos eram estilo do professor Leonardo, exigia o máximo de capricho e sempre eram grandes.
A professora Kênia, dava aula de Biologia, ela era demais, ela tinha uma facilidade enorme para passar sua matéria para turma, e mesmo com a sala super lotada, ela conseguia prender nossa atenção.
O professor de Química o Oséias, sempre trazia uma das suas magníficas, interessantes, espetaculares, piadas sem graça. Ele criava um ambiente em que perguntar não era um erro mais sim a solução.
A professora de Física se chamava Sirlei, suas aulas eram boas, sempre criativa e dinâmica. Ela e o professor de química adoravam fazer experiências cientificas com a turma, e apesar do laboratório da escola ser inadequado eles tentavam chamar a nossa atenção, para algo que poderia ter um significado mais tarde na nossa vida.
Minha professora de Inglês se chamava Márcia, ela tentava incentivar a turma a praticar a pronuncia, e apesar de ninguém saber nada ela valorizava apenas por tentar. Ela criou um festival de inglês na escola.
A professora Ediléia, alem de ser bibliotecária dava aula de Artes, ela preocupava muito com a turma, e sempre estava disposta a discutir alguém tema que achássemos relevante.

Professores:                                    Ano 2007
Erizam – Português
Milena – Matemática
Luiz Gonzaga – História
Leonardo – Geografia
Mauricio – Biologia
Oséias – Química
Sirlei – Física
Márcia – Inglês
Renata Santana – Artes
Vanessa Queiroz – Educação Física
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
2° Ano

A professora de Matemática se chamava Milena e apesar da turma odiar as aulas dela, eu me dei super bem com ela e com os seus métodos de ensino. Sempre que não conseguíamos entender o que ela explicava, ela repetia.
Minha nova professora de Artes se chamava Renata, ela não dava muito importância para a turma, ela só passava a matéria e pronto quem aprendeu bom, quem não conseguiu que se dane.

Professores:                                            Ano 2008
Erizam – Português
Alex – Matemática
Luiz Gonzaga – História
Leonardo – Geografia
Mauricio – Biologia
Cássio – Química
Sirlei – Física
Erika – Inglês
Edivânia – Artes
Carlos – Educação Física
Maria Aparecida – Sociologia e Filosofia
Escola Estadual Delvito Alves da Silva
3° Ano

O meu professor de Matemática se chamava Alex, foi com ele que eu aprendi porcentagem, ele conseguia passar de um jeito claro e simples a sua matéria.
Cássio era o nosso professor de Química ele era novo, tinha uns 23 anos, mas era super inteligente e gostava do que estava fazendo, ele era uma pessoa amiga e sempre podíamos contar com ele.
Da mesma forma era a nossa professora de Inglês a Érika, sempre que queríamos uma festinha ela chamava a gente pra casa dela. Ela dizia melhor com ela do que em um lugar que alguém poderia nos machucar. Ela era muito sensível, se magoava fácil mas tinha um ótimo humor.
Nossa professora de Artes se chama Edivania, ela exigia muito da turma, pois so tinha uma aula pra passar toda sua matéria.
O professor Carlos, Educação Física, era o professor preguiçoso, ele levava a turma pra quadra pegava uma mesa uma cadeira e chamava alguns alunos pra jogar truco. Era incrível, os outros alunos ficavam sentados conversando, e no final do bimestre as notas eram excelentes.
A professora Maria Aparecida dava aula de Sociologia e Filosofia, ela era apaixonada por Sócrates e Aristóteles, gostava de música antiga e tinha muita paciência.


O meu ultimo ano na escola foi fantástico, tinha vários amigos e todo final de semana saiamos pra casa de um deles.
Minha família sempre esteve presente em minha vida acadêmica, seja indo em reuniões, comemorações ou mesmo em casa.
Com o termino dos meus estudos, cada um seguiu um rumo e um curso diferente. Um faz Ciências biológicas, outro Administração, Engenharia, Sistema de Informação, Nutrição, Enfermagem.
Pedagogia não era o que eu queria, eu sempre digo que estou fazendo porque ganhei uma bolsa de estudos, caso contrario não estaria fazendo.
Meu sonho sempre foi fazer algo maior como jornalismo, psicologia, sistema de informação e ate mesmo turismo. Mas hoje como não tenho condição estou fazendo pedagogia.
Hoje posso dizer que gosto deste curso, pretendo fazer algo na área e ai sim farei um dos cursos que eu tenho vontade.

6 comentários:

  1. Quer um conselho? Abra o seu coração... Fazer um curso só pq ganhou uma bolsa ñ significa q vc terá AMOR à profissão q vc irá seguir.

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  2. como bem vc citou no tìtulo do seu memorial: "somos referencial" infelizmente as pessoas entram no curso de pedagogia sem ter "vocaçâo" e acaba se tornando um profissional frustrado>>>
    serà mesmo que você serà um "referencial"? pense nisso!

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  3. Faça qualquer coisa, mas não faça TURISMO!!!!
    NÃO PERCA SEU TEMPO COMO EU!!!
    Ouço desde 2001 (ano que comecei a faculdade) que é a profissão do futuro.. e o futuro nunca chega.. mas as contas chegam em casa pra gente pagar kkkkkk

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  4. Faca o que seu coração mandar. Hoje posso te dizer que sou realizada no curso que escolhi, faço enfermagem e adoro. Devemos pensar muito bem antes de qualquer decisão, sabendo sempre, que nossas decisões serão para nossa vida inteira, nosso dia dia, então precisamos ter amor e dedicação.

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  5. Eu também não queria fazer pedagogia mas com o passar dos anos eu comecei a gostar do curso já estou no fim e hoje posso falar pra você que estou amando só de pensar dos alunos querido que a gente tem se chamada de tia pelos pequenos é maravilhoso.

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  6. Renata, n desanime nada acontece por acaso se optou por um curso que não foi do seu agrado,não tenha receio de recomeçar e realizar o seu grande sonho, imagino que n foi fácil ganhar uma bolsa tendo que abrir mão de um sonho maior.N exija tanto de vc.seja feliz.

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